Países do Golfo pedem a Teerão "iniciativas" para restabelecer confiança

Países do Golfo pedem a Teerão "iniciativas" para restabelecer confiança

  • 28/04/2026 19:13
  • Redação

O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) condenou na terça-feira os "ataques flagrantes" do Irão contra os seus membros, pedindo a Teerão "iniciativas sérias para restabelecer a confiança" no final de uma reunião de líderes da região na Arábia Saudita.

Os ataques de mísseis e drones do Irão contra os seus vizinhos do Golfo, em retaliação ao ataque americano e israelita de 28 de fevereiro, "resultaram numa grande perda de confiança entre os Estados do CCG e o Irão", afirmou em comunicado o secretário-geral desta entidade.

"Isto exige que o Irão tome iniciativas sérias para restabelecer esta confiança", acrescenta o texto, publicado depois de a Arábia Saudita ter recebido na terça-feira os líderes do Golfo para discutir a crise provocada pela guerra no Médio Oriente e as formas de dar resposta à mesma.

Esta reunião simboliza "a posição unificada do Golfo face à situação atual e ao que ela exige em termos de intensificação da coordenação e consulta", disse, por sua vez, numa mensagem nas redes sociais o emir do Catar, Tamim bin Hamad al-Thani.

Segundo os meios de comunicação estatais sauditas, os participantes foram recebidos pelo príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman na cidade costeira de Jeddah.

"Várias questões relacionadas com evoluções regionais e internacionais foram abordadas, bem como a coordenação de esforços para as enfrentar", reportou a Agência de Notícias Saudita (APS).

Uma fonte próxima do governo indicou à agência de notícias francesa AFP que as discussões incidiram sobre "a situação política e de segurança atual na região".

Embora um cessar-fogo tenha entrado em vigor a 8 de abril entre os Estados Unidos e o Irão, pondo fim aos ataques de Teerão contra os Estados do Golfo, as repercussões económicas do conflito continuam a sentir-se no mundo.

O estreito de Ormuz, passagem marítima estratégica para o comércio de petróleo e gás natural liquefeito, mantém-se sujeito a um duplo bloqueio iraniano e americano. E as negociações diplomáticas visando obter um fim duradouro da guerra e a retoma da circulação no estreito são, para já, infrutíferas.

Os ataques iranianos contra os seus vizinhos visaram interesses americanos, mas também infraestruturas civis, danificando importantes instalações energéticas na região.

  • Fonte: Rádio Renascença
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