Rei Carlos III diz que "basta tocar à campainha" para ajudar, mas Trump continua de costas voltadas com Starmer
- 29/04/2026 18:22
- Redação
"Basta tocar à campainha." Carlos III voltou a apelar aos EUA para que continuem próximos do Reino Unido e de outros aliados históricos ocidentais, numa altura em que estas relações enfrentam divergências causadas pelas guerras no Irão e na Ucrânia.
Dos arquivos da Marinha Real inglesa, Carlos III resgatou um sino de um submarino da Segunda Guerra Mundial, que em tempos viajava pelos mares de Nova Gales do Sul, no sudoeste da Austrália, enquanto colónia britânica em meados de 1700.
"Espero que sirva de testemunho da história partilhada entre as nossas nações e de um futuro brilhante", manifestou Carlos III.
Sem deixar os assuntos diplomáticos internacionais de lado, Trump conversou sobre a guerra com o Irão, afirmando que o monarca concorda que o país do Médio Oriente não pode ter uma “arma nuclear” como "representante fenomenal do seu país".
“O Carlos concorda comigo ainda mais do que eu — nunca vamos permitir que esse adversário tenha uma arma nuclear. Penso que se a decisão tivesse sido dele, se estivesse nas suas mãos, provavelmente ter-nos-ia ajudado com o Irão".
Antes da sessão conjunta no Capitólio, Donald Trump, um grande admirador de eventos da realeza, recebeu na manhã de terça-feira Carlos III e a Rainha Camila com uma pompa invulgar de militares em uniforme de gala, uma banda de música, uma salva de 21 tiros e um sobrevoo de caças.
"Desde que conquistámos a nossa independência, há vários séculos, os americanos não têm amigos mais próximos do que os britânicos", declarou o líder da Casa Branca, acrescentando que os dois países gozam de uma "relação especial", da qual espera que "assim seja sempre".
Carlos III é apenas o segundo monarca britânico a dirigir-se a uma sessão conjunta do Congresso.
A sua mãe, Isabel II, fez um discurso semelhante em 1991, destacando os laços históricos entre os dois países e a importância dos seus valores democráticos.
Este ano comemoram-se os 250 anos da Declaração de Independência dos Estados Unidos, que marcou a rutura entre as colónias britânicas e a coroa.