Aumento de denúncias de violência contra crianças pode ser "boa notícia"
- 30/04/2026 07:20
- Redação
Maus-tratos físicos e psicológicos, abuso sexual, negligência e abandono são as situações reportadas de forma mais recorrente.
Manuel Coutinho saúda o facto de “as pessoas hoje não tolerarem a existência de crianças maltratadas”.
“Quanto mais este trabalho de prevenção for feito, maior é o número de denúncias e menor serão certamente as cifras negras”, acrescenta.
A família continua a ser o contexto onde ocorre a maior parte das situações de violência. Em 55% dos casos reportados no ano passado, as vítimas foram raparigas.
E a adolescência continua a destacar-se como uma fase particularmente vulnerável, com maior incidência de sinalizações entre os 15 e os 17 anos.
Um cenário que leva o presidente do IAC a pedir um reforço urgente nas respostas específicas dirigidas aos jovens. Em particular, ao nível da saúde mental.
Em 2025, o IAC recebeu mais de 2.700 pedidos de apoio no ano passado. Desses, cerca de 1.200 diziam respeito a situações do foro psicológico.
“Sabemos que praticamente todas as crianças têm vacinas, mas muito poucas têm o apoio de que necessitam ao nível da saúde mental”, refere Manuel Coutinho.
Por isso, o presidente do IAC defende que “a saúde mental não pode ser o parente pobre”, porque “há crianças muito ansiosas, há crianças muito tristes e há crianças com quadros depressivos que precisam do apoio rápido”.