Trump mantém Merz na mira: Alemanha "tem sido totalmente ineficaz" na Ucrânia

Trump mantém Merz na mira: Alemanha "tem sido totalmente ineficaz" na Ucrânia

  • 30/04/2026 12:31
  • Redação

Esta quinta-feira, disse a Friedrich Merz para interferir menos com quem está a resolver a crise no Irão e preocupar-se mais em resolver o problema na Ucrânia.

Antes disso, na quarta-feira à noite, já tinha ameaçado retirar bases norte-americanas da Alemanha.

"Os iranianos são claramente mais fortes do que o esperado e os norte-americanos claramente não têm qualquer tipo de estratégia convincente para as negociações", disse o chanceler durante uma visita a uma escola alemã.

"O problema com este tipo de conflitos é sempre o mesmo: não podes simplesmente entrar, tens depois de sair. E vimos isso da pior maneira no Afeganistão, durante 20 anos. E vimos isso no Iraque", exemplificou o chanceler alemão.

Além de apontar a falta de estratégia da Administração Trump, Merz considerou que a nação dos Estados Unidos está a ser "humilhada pela liderança do Irão".

E ainda sugeriu que não vê "qualquer tipo de saída estratégica" para os norte-americanos, "especialmente porque os iranianos estão claramente a negociar de forma muito hábil — ou habilmente a não negociar."

A primeira reação, na terça-feira, foi atacar diretamente o político alemão nas redes sociais.

“O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, acha que é aceitável que o Irão tenha uma arma nuclear. Ele não sabe do que está a falar!", escreveu Trump na Truth Social.

"Se o Irão tivesse uma arma nuclear, o mundo inteiro seria mantido refém", escreveu Trump.

"Estou a fazer, neste momento, algo em relação ao Irão que outras nações, ou presidentes, já deveriam ter feito há muito tempo", argumentou o norte-americano, atacando, em seguida, o país liderado por Merz. "Não admira que a Alemanha esteja a ter um desempenho tão fraco, tanto economicamente como noutras áreas!"

No dia seguinte, quarta-feira, Donald Trump recorreu à rede social que fundou para fazer uma declaração.

“Os EUA estão a estudar e a rever a possibilidade de redução das tropas na Alemanha, com determinação para que isso aconteça num futuro próximo.” Ponto final parágrafo, sem mencionar o nome do chanceler que esteve na Casa Branca em março.

Do lado de Merz, ouviram-se apenas palavras diplomáticas, citadas pela Reuters. “Na minha perspectiva, a minha relação pessoal com o Presidente dos EUA continua a ser boa”, afirmou aos jornalistas em Berlim. "Simplesmente, desde o início que tive dúvidas sobre aquilo que começou com a guerra no Irão. Foi por isso que deixei esta opinião clara."

Já o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros disse, esta quinta-feira, que o país está preparado para qualquer redução no número de tropas norte-americanas. “Estamos preparados para isso”, disse Johann Wadephul durante uma visita a Marrocos.

Esta quinta-feira, novo ataque de Trump. “O chanceler da Alemanha deveria dedicar mais tempo a acabar com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia (onde tem sido totalmente ineficaz!) e a resolver os problemas do seu país."

Trump aponta como problemas a imigração e a energia, e sugere a Merz que passe "menos tempo a interferir com aqueles que estão a eliminar a ameaça nuclear do Irão, tornando o mundo, incluindo a Alemanha, um lugar mais seguro".

Até à publicação deste artigo, Merz manteve-se em silêncio. É provável que assim continue.

  • Fonte: Rádio Renascença
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