Ex-juiz acusado de corrupção e angariar mulheres para bar de alterne nega crimes
- 30/04/2026 14:41
- Redação
Um antigo juiz acusado de corrupção e de angariar mulheres para um bar de alterne, no Porto, garantiu esta quinta-feira não ter cometido nenhum crime.
"Não vou assumir nenhum crime, porque não cometi crime nenhum", disse o antigo magistrado à chegada ao Tribunal São João Novo, no Porto, onde começou a ser julgado.
Já em audiência de julgamento, Hélder Claro, expulso da profissão em 2024, disse que queria prestar declarações, mas apenas após os testemunhos dos inspetores da Polícia Judiciária (PJ).
O ex-juiz está acusado de 19 crimes, nomeadamente corrupção ativa no setor privado, auxílio à imigração ilegal, angariação de mão-de-obra ilegal, aquisição de cartões obtidos mediante crime informático e associação criminosa.
O arguido era ainda suspeito de branqueamento de capitais, mas esse crime não consta da acusação por falta de provas.
Segundo a acusação do Ministério Público (MP), Hélder Claro angariou sete mulheres do Brasil para trabalhar num bar de alterne do Porto, onde seria cliente, esquema onde contaria com a ajuda de uma amiga que receberia 6.000 euros em comissões.
A acusação referiu ainda que o antigo magistrado é suspeito de estar envolvido num esquema de cartões bancários furtados e terá usado a sua influência para lucrar cerca de um milhão de euros em negócios imobiliários irregulares relacionados com a expansão de uma cadeia de supermercados em Valongo e Matosinhos, no distrito do Porto.