Marco Rubio vai visitar o Vaticano e Itália esta semana
- 03/05/2026 07:33
- Redação
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, vai viajar para o Vaticano e Itália para reuniões esta semana, informaram este domingo dois jornais italianos, semanas depois de o Presidente Donald Trump ter atraído críticas de cristãos de todo o espectro político ao atacar o Papa Leão XIII nas redes sociais.
As notícias dos jornais nacionais La Repubblica e Corriere della Sera não indicaram se Rubio, católico, se irá encontrar pessoalmente com Leão XIV, mas afirmaram que deverá reunir-se com o cardeal Pietro Parolin, a principal autoridade diplomática do Vaticano.
Rubio encontrou-se pela última vez com Leão XIV, o primeiro papa americano, em maio de 2025, ao lado do vice-presidente JD Vance. Os dois representantes norte-americanos assistiram à missa de tomada de posse do novo papa na Praça de São Pedro e tiveram uma reunião privada com o pontífice no dia seguinte.
O Papa, que manteve um perfil relativamente discreto no panorama global nos primeiros meses do seu papado, emergiu nas últimas semanas como um crítico acérrimo da guerra liderada pelos EUA e por Israel contra o Irão e criticou duramente as políticas anti-imigração de linha dura da administração Trump.
Trump criticou Leo nas redes sociais várias vezes em abril, chegando mesmo a chamar o pontífice de "péssimo".
O Departamento de Estado norte-americano, a assessoria de imprensa do Vaticano e um porta-voz do Governo italiano não responderam imediatamente às perguntas sobre as reportagens.
Rubio deverá ainda reunir-se com os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa de Itália, segundo os jornais, que acrescentaram que a viagem visa atenuar as tensões entre os dois países após as duras críticas de Trump à primeira-ministra italiana Giorgia Meloni – uma das suas aliadas europeias mais próximas – no mês passado.
A agenda ainda não está finalizada, informou o Corriere della Sera, e um encontro com Meloni não está descartado, acrescentou o jornal La Repubblica.
A viagem acontece dias depois de o Pentágono ter anunciado, na sexta-feira, a retirada de 5.000 soldados norte-americanos da Alemanha, a sua maior base na Europa, no meio de um desentendimento sobre a guerra com o Irão e as tensões tarifárias que aumentaram ainda mais a pressão sobre as relações entre os EUA e a Europa.
A Itália está entre os países europeus com maior presença de tropas norte-americanas, com quase 13.000 militares no ativo no final de 2025, distribuídos por seis bases.