Incêndios de 2017. Famílias que continuam sem casa ponderam ir para tribunal
- 04/05/2026 04:50
- Redação
Quase 10 anos depois, há famílias atingidas pelos incêndios de 2017, na região centro, e que ainda não viram as suas casas reconstruídas.
O MAAVIM equaciona, agora, uma queixa contra o Estado português, junto do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH).
"Não têm qualquer motivo para estes casos não terem sido feitos, quando foram feitos outros onde não habitava ninguém e as habitações foram reconstruídas", diz, referindo-se a casas ilegais que foram reabilitadas.
Das 20 habitações por reconstruir, entre os concelhos Coimbra, Viseu e Guarda, alguns atrasos devem-se a problemas de legalização ou falta de condições para as vítimas conseguirem tratar dos processos burocráticos necessários.
Nuno Tavares Pereira indica que algumas destas famílias encontram-se agora alojadas em casas de familiares e outras abandonaram mesmo o país.
"Muitas foram separadas. Existem sempre problemas entre os casais. Criou muitas situações complexas em que famílias ficaram desestruturadas", aponta.
O tema vai chegar a 19 de maio ao Parlamento, quando a MAAVIM reunir com a Comissão Parlamentar de Inquérito aos Negócios dos Incêndios Rurais. O porta-voz do movimento quer mostrar que "a quantidade de empreitadas que foram executadas, mas as pessoas nunca receberam esses apoios".