Lei laboral. "Acabem já com esta fantochada"
- 04/05/2026 14:58
- Redação
Para o social-democrata Miguel Poiares Maduro, era desejável que a discussão se mantivesse, uma vez que considera essencial que exista "paz social" no país. No entanto, o antigo ministro do PSD considera que, mesmo sem acordo em Concertação Social, o Governo mantém a "legitimidade" para avançar com a proposta no Parlamento.
Miguel Poiares Maduro sublinha que "existe pouca probabilidade de a legislação passar" se o Governo avançar para a Assembleia da República sem o apoio dos parceiros sociais. Uma vez que o PS já mostrou não ter abertura para discutir a reforma laboral, Miguel Poiares Maduro reconhece que o Executivo pode avançar com a discussão e a negociação com o Chega; no entanto, avisa que, tendo em conta as posições do Chega, é provável que o acordo continue longe.
"Atendendo às posições que o Chega tem tido, não acredito que exista margem para o Governo ter um acordo melhor e mais próximo daquilo que entende serem os princípios fundamentais com o Chega do que, por exemplo, com a UGT", defende.
Fernando Medina considera que a imagem da ministra, em cenário de chumbo da nova lei laboral, fica "péssima". O antigo ministro das Finanças critica a gestão que está a ser feita por Rosário Palma Ramalho na discussão do novo pacote laboral. Acusa a governante de ter elegido uma estratégia política "retrógrada" para conduzir a discussão de forma "incompetente". Fernando Medina classifica o processo como "inaceitável". "A ministra do Trabalho está na linha da ministra da Saúde para sair no primeiro momento em que o primeiro-ministro decida fazer uma remodelação no Governo", defende.
Já Miguel Poiares Maduro entende que o papel da ministra do Trabalho "não se esgota" com o chumbo de um diploma, mas considera que a própria "estará em condições de avaliar se há mais coisas que pode fazer no âmbito das suas competências".
Miguel Poiares Maduro diz que António Costa "deve uma explicação" depois das escutas publicadas na semana passada pela TVI/CNN, que apontam para uma contradição entre o que foi dito pelo antigo primeiro-ministro no início do processo Influencer e o tema das chamadas sobre a Start Campus, em Sines.
O social-democrata considera "censurável" a publicação de escutas de um processo judicial, mas entende que as mesmas devem ser discutidas quando têm matéria de interesse público. Desta forma, Miguel Poiares Maduro considera que António Costa "deve uma explicação" sobre o facto de ter dito inicialmente que não tinha conversado com Diogo Lacerda Machado sobre o projeto em Sines e de esse ser o tema da conversa divulgada nas escutas.