Cardeal Américo Aguiar destaca missão dos bombeiros com apelo à confiança e à esperança

Cardeal Américo Aguiar destaca missão dos bombeiros com apelo à confiança e à esperança

  • 04/05/2026 17:13
  • Redação

O cardeal Américo Aguiar assinalou, esta segunda-feira, o Dia Internacional do Bombeiro com uma mensagem dirigida aos operacionais, na qualidade de capelão nacional da Liga dos Bombeiros Portugueses, sublinhando a exigência da missão e a centralidade do serviço prestado às populações.

Logo na abertura, deixou uma mensagem de reconhecimento direto: “obrigado pelo que sois, pelo que fazeis e pela forma como viveis”, sintetizando o apreço pelo trabalho desenvolvido diariamente pelos bombeiros.

Evocando São Floriano, cuja memória litúrgica se celebra esta segunda-feira, o cardeal enquadrou a missão como uma escolha concreta e repetida no quotidiano, muitas vezes longe da visibilidade pública, referindo que vê nos bombeiros “essa mesma escolha, tantas vezes vivida no silêncio, mas sempre próxima das pessoas”.

"São Floriano não é apenas uma figura distante da história. É um homem que nos recorda que a vida ganha sentido quando é oferecida. A sua coragem não nasceu do heroísmo vazio, mas de uma fidelidade concreta, de uma escolha clara: estar ao serviço, até ao fim", escreve.

A ideia de compromisso surge como eixo central da mensagem, ao afirmar que “‘Vida por Vida’ não é um slogan, é um compromisso”, destacando a dimensão ética e prática da atuação no terreno.

Num contexto descrito como exigente e marcado por riscos acrescidos, o bispo de Setúbal sublinhou o papel dos bombeiros como presença constante junto das populações: “onde há um bombeiro, há alguém que não desiste, alguém que chega, alguém que fica”.

A confiança nas capacidades dos operacionais é outro dos pontos centrais, ao defender “confiança na vossa preparação, na vossa competência e na vossa capacidade de responder e decidir”, muitas vezes em situações críticas, sublinhando também que “ninguém faz este caminho sozinho”.

No plano da esperança, destacou o sentido da missão mesmo perante o desgaste: “cada vida salva justifica tudo” e “o bem, mesmo quando não é reconhecido, nunca é perdido”.

"Não uma esperança ingénua, que ignora o cansaço, o desgaste, as perdas. Mas uma esperança que nasce da certeza de que vale a pena. Que cada vida salva justifica tudo. Que cada gesto conta. Que o bem, mesmo quando não é reconhecido, nunca é perdido", realça.

A dimensão espiritual foi igualmente referida como suporte da ação: “a nossa esperança é Cristo Vivo, que caminha convosco e não vos abandona”.

Na parte final, deixou um apelo ao cuidado pessoal, entre pares e familiar, afirmando que “só quem cuida pode continuar a servir”, concluindo com uma nota de unidade: “seguimos juntos, sempre”.

  • Fonte: Rádio Renascença
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