Rui Borges: "Foi apenas duas, três semanas que nos levaram a pôr tudo em causa"

Rui Borges: "Foi apenas duas, três semanas que nos levaram a pôr tudo em causa"

  • 04/05/2026 18:03
  • Redação

Rui Borges admite que a irregularidade do Sporting na fase decisiva da época ditou a saída de cena na corrida ao título de campeão nacional, contudo, mantém plena confiança nos seus jogadores.

"Foi apenas e só duas, três semanas que nos levaram a pôr tudo em causa. E não pomos tudo em causa. Foram oito, nove meses fantásticos, de muita qualidade e muita regularidade acima de tudo. Nesta fase mais complicada, fomos um pouquinho abaixo. Faz parte, é levantar a cabeça e olhar para o futuro, e perceber lá à frente de que forma podemos ser regulares ao longo de dez meses", salienta o treinador leonino, em declarações à Sport TV, após goleada, por 5-1, ao Vitória de Guimarães.

Análise: "O jogo do Tondela não foi o que queríamos, nem a exigência que desejávamos e temos de ter. Eles tinham noção disso, todos tínhamos. Este foi um jogo diferente, nas duas primeiras oportunidades fizemos logo dois golos. Fomos bastante eficazes, o que não aconteceu noutros jogos, e deu alguma confiança. Fomos crescendo e melhorando, fomos criando várias oportunidades de golo. A vitória é justa, boa exibição, a equipa mais confiante e com mais atitude competitiva. Era algo que eles queriam muito."

Vitória com dedo de treinador? "É dedo de todos, não do treinador. Eu preciso deles, eles é que fazem de mim treinador. Dou sempre mérito a eles. Sei do grupo fantástico que tenho. Nem sempre as coisas correm como queremos, mas jamais eles deixam de ser eles mesmos e jamais deixam de querer ganhar e querer dignificar o Sporting. Num momento ou outro, não conseguimos fazê-lo da melhor forma, queremos mas não conseguimos. Nem éramos os piores, nem hoje somos os melhores. Acima de tudo, fomos bastante competentes e mentalidade certa esteve lá, como tem estado em quase toda a época."

Sporting percebeu como ferir o Vitória: "Vamos percebendo e analisando o adversário. Eles estiveram muito bem em alguns momentos com bola, a perceber onde podiam expor-nos. O Vitória é uma equipa que gosta de ser pressionante, mas depois de ser batida a pressão dá algum espaço nas costas. A equipa foi percebendo, foi ativando o ataque à profundidade e fomos criando várias situações de golo."

Gonçalo Inácio estava em dúvida mas foi titular: "Olho para o grande líder que ele é. Para a importância dele dentro de campo, como é lógico, mas acima de tudo para o líder que ele é. É um bocadinho à imagem do Daniel Bragança. Cerrou o dente, quis estar com a equipa, queria dar o contributo à equipa, treinou, sentiu-se minimamente disponível para o fazer, é um jogador importante, é um líder, é um capitão e foi isso que foi em campo. Fez um grande jogo. Na parte final, já estava a sentir um pouco mais e tentámos precaver, mas acima de tudo é mais uma grande imagem dos líderes que temos dentro deste plantel."

Faltou maior regularidade durante a temporada? "Claramente. Nós estivemos quase até ao fim a lutar. Há que olhar para as coisas boas. Temos de perceber no que podemos melhorar, como podemos ser mais competitivos e mais regulares nesta fase difícil da época, com muitos jogos. Foi o que aconteceu, foi apenas e só duas, três semanas que nos levaram a pôr tudo em causa. E não pomos tudo em causa. Foram oito, nove meses fantásticos, de muita qualidade e muita regularidade acima de tudo. Nesta fase mais complicada, fomos um pouquinho abaixo. Faz parte, é levantar a cabeça e olhar para o futuro, e perceber lá à frente de que forma podemos ser regulares ao longo de dez meses."

Rui Borges tem "devoção" escrito na camisola: "É um lema do clube. Acima de tudo, é mantermo-nos fiéis a nós mesmos e demonstrar o porquê de este grupo e este plantel ter tantos troféus e estar na história do Sporting."

  • Fonte: Rádio Renascença
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