Crise nos combustíveis. Empresas vão ter de se adaptar a nova cultura

  • 05/05/2026 05:00
  • Redação

João Duque considera que as empresas vão ter de se adaptar a uma nova cultura para fazer frente à crise dos combustíveis, provocada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz.

O economista diz que os preços do mercado internacional livre vão continuar a aumentar, enquanto a guerra entre EUA e Irão manter-se, o que deve levar a uma série de adaptações.

"Há coisas que todos nós podemos fazer. Podemos tentar usar menos o transporte privado, ter uma condução mais defensiva", refere.

Mas as empresas também têm de ser "energeticamente mais eficientes", concedendo mais dias de teletrabalho, evitando mais deslocações ao local. Para João Duque, é preciso pedagogia para que este tipo de mudança cultural permaneça para lá de situações de crise, como no caso da pandemia da Covid-19 e perdure no longo-prazo.

"A mobilidade tem um custo e é preciso guardar esse custo para o que é verdadeiramente necessário. Por exemplo, salvaguardar o turismo que é uma coisa que nos impacta diretamente", acrescenta.

  • Fonte: Rádio Renascença
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