OMS à procura de passageiros de voo após mortes por hantavírus em cruzeiro de luxo
- 05/05/2026 07:13
- Redação
Em conferência de imprensa, Maria Van Kerkhove, diretora de preparação e prevenção de epidemias e pandemias da OMS, avançou que se suspeita que a primeira pessoa terá sido infetada antes de embarcar no cruzeiro.
A agência da ONU anunciou que está a tomar medidas para encontrar os passageiros do voo no qual a mulher holandesa de 69 anos viajou, de Santa Helena para Joanesburgo, no final de abril, depois de o marido ter morrido a bordo do cruzeiro, onde ambos tinham embarcado, a 1 de abril.
O marido, de 70 anos, começou por apresentar febre, dor de cabeça e diarreia a 6 de abril, já a bordo do MV Hondius. A 11 de abril, o homem já apresentava sintomas respiratórios e veio a morrer no navio nesse mesmo dia.
O corpo foi removido do cruzeiro na ilha de Santa Helena a 24 de abril, altura em que a sua mulher também saiu do navio, já com sintomas gastrointestinais. Depois disso, viajou até Joanesburgo, na África do Sul, no dia seguinte, morrendo a 26 de abril. A 4 de maio, por teste de PCR, foi confirmada a infeção por hantavírus.
Antes de embarcar no cruzeiro em Ushuaia, na Argentina, o casal viajou pela América do Sul. O navio em causa teve paragens na Antártida e nas ilhas de Geórgia do Sul, Ilha de Nightingale, Tristão da Cunha, Santa Helena e Ilha da Ascensão, entre a América do Sul e África.
Até esta segunda-feira, o cruzeiro encontrava-se na costa de Cabo Verde, depois de o país ter recusado que o navio atracasse na sua costa.
Em atualização, a OMS anunciou que as Canárias aceitaram receber o cruzeiro, informando que não há relatos de ratos a bordo do cruzeiro, considerando que na origem da infeção está uma transmissão "humano a humano".
A agência avança ainda que a prioridade atual é garantir a evacuação dos passageiros doentes e que o barco que está retido no Atlântico possa continuar a sua viagem para as Canárias, garantindo que o risco para a população em geral continua baixo.
Para já, é ainda desconhecido o contacto que os casos suspeitas possam ter tido com a vida selvagem durante a viagem ou antes de embarcarem no navio em Ushuaia. A bordo estão ainda 147 pessoas, incluindo 88 passageiros e 59 membros da tripulação, de 23 nacionalidades diferentes.