Tortura. Ministro prevê que haja mais polícias detidos até ao final do dia
- 05/05/2026 08:04
- Redação
"Hoje estão a decorrer novas diligências e poderá haver novas detenções no final do dia de acordo com a prova que vier a ser carreada", revelou Luís Neves, à margem das comemorações do 18.º aniversário da Unidade Especial de Polícia (UEP) da PSP, em Belas, Sintra.
O governante precisou que os suspeitos visados são todos polícias no ativo e "que de alguma forma poderão ter interagido com o comportamento desviante" ocorrido em 2024 e 2025 na esquadra do Rato.
Sem deixar de lembrar que há que "ter em conta a presunção de inocência", o ministro com a tutela da PSP reiterou que "os comportamentos desviantes não são a prática habitual" na força policial e sublinhou que foi esta que denunciou o caso, estando a prestar "apoio e suporte total ao Ministério Público na investigação".
Esta é a terceira operação policial desde julho de 2025 relacionada com alegações de tortura e violação por polícias de pessoas detidas na esquadra do Rato, na maioria toxicodependentes, estrangeiros e sem-abrigo.
Na primeira, foram detidos dois agentes da PSP, de 22 e 26 anos, que vão ser julgados por crimes de tortura, violação e abuso de poder, entre outros, determinou em 27 de abril de 2026 o Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa.
Outros sete polícias foram detidos em março de 2026 e estão a aguardar em prisão preventiva o desfecho da investigação, que poderá ou não culminar numa acusação do Ministério Público pelos mesmos crimes.
O caso deu origem a nove processos disciplinares e um processo de inquérito, este último sobre os polícias que assistiram aos vídeos das agressões partilhados num grupo de WhatsApp, adiantou, na altura, o inspetor-geral da Administração Interna, Pedro Figueiredo.
[notícia atualizada às 13h41 de 5 de maio de 2026, para acrescentar mais detalhes]