MAI classifica como isolados casos de tortura em esquadras da PSP e admite falhas internas

MAI classifica como isolados casos de tortura em esquadras da PSP e admite falhas internas

  • 05/05/2026 18:43
  • Redação

O ministro da Administração Interna afirmou esta terça-feira que os crimes de tortura e violação ocorridos em esquadras da PSP, em Lisboa, são casos isolados, sublinhando a gravidade dos factos e rejeitando a existência de uma cultura generalizada de abusos na polícia.

Em entrevista à TVI e à CNN, Luís Neves distinguiu diferentes graus de responsabilidade entre os agentes envolvidos, separando quem participou diretamente nos atos de violência de quem teve conhecimento e não denunciou.

“Uma coisa é quem teve acesso às imagens e ficou em silêncio, outra é quem participou na violência contra as pessoas”, disse Luís Neves.

O governante classificou os crimes como “particularmente graves, muito graves”, garantindo uma condenação firme e reconhecendo que poderá ter existido uma falha no controlo interno da instituição.

Segundo o ministro, “tudo leva a crer que houve um facilitismo e uma aceitação de comportamentos desviantes”, embora considere que não há indícios de práticas semelhantes noutras esquadras, afastando a necessidade de uma inspeção geral a nível nacional.

Luís Neves destacou ainda que foi a própria PSP a comunicar os factos ao Ministério Público, reforçando a ideia de que a instituição não tolera este tipo de comportamentos e que os mesmos não refletem o universo dos cerca de 20 mil agentes.

No plano disciplinar, o ministro admitiu a possibilidade de suspensão de funções para os envolvidos, apesar da presunção de inocência, defendendo que “essas pessoas não podem continuar ao serviço de Portugal e das forças de segurança”.

  • Fonte: Rádio Renascença
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