Trump ameaça Irão com ataques “muito mais intensos” se negociações falharem
- 06/05/2026 09:30
- Redação
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu esta quarta-feira o Irão de que poderá enfrentar uma nova vaga de bombardeamentos “a um nível e intensidade muito mais elevados” caso Teerão rejeite o acordo proposto por Washington para pôr fim ao conflito no Médio Oriente.
Numa publicação na Truth Social, Trump afirmou acreditar que ainda existe uma possibilidade de entendimento diplomático, embora tenha admitido reservas quanto à posição iraniana.
“Assumindo que o Irão concorde em entregar o que foi acordado, o que talvez seja uma grande suposição, a já lendária Fúria Épica chegará ao fim”, escreveu o Presidente norte-americano.
Segundo Trump, um eventual acordo permitiria aliviar as tensões militares na região e reabrir o Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo internacional.
“O bloqueio altamente eficaz permitirá que o Estreito de Ormuz seja ABERTO A TODOS, incluindo o Irão”, acrescentou.
Ainda assim, o líder norte-americano deixou uma ameaça direta ao regime iraniano, avisando que a recusa em aceitar os termos apresentados pelos Estados Unidos terá consequências militares severas.
“Se eles não concordarem, os bombardeamentos começam, e serão a um nível e intensidade muito mais elevados do que antes”, declarou.
Do lado iraniano, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, garantiu que Teerão apenas aceitará um entendimento que considere equilibrado e compatível com os interesses do país.
Durante uma visita oficial à China, Araghchi reuniu-se com o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, defendendo uma solução diplomática “completa e equilibrada” para a crise no Médio Oriente.
“Aceitaremos apenas um acordo justo e abrangente”, afirmou Araghchi, citado pela agência iraniana ISNA, acrescentando que o Irão continuará a defender os seus “interesses legítimos”.
Também esta quarta-feira, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC) deixou em aberto a possibilidade de normalizar a circulação no Estreito de Ormuz, desde que cessem as “ameaças dos agressores”.
Num comunicado divulgado em inglês, o IRGC agradeceu a cooperação das embarcações que atravessam a rota marítima “de acordo com os regulamentos iranianos” e afirmou que, “com o fim das ameaças dos agressores e à sombra de novos procedimentos”, será possível garantir “uma passagem segura e sustentável pelo Estreito”.
O Estreito de Ormuz continua a ser uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde passa uma parte significativa das exportações globais de petróleo e gás natural.