Carneiro acusa Montenegro de falhar na saúde onde "não é possível fazer pior"
- 06/05/2026 17:58
- Redação
O líder do PS acusou hoje o primeiro-ministro de ter falhado na saúde e de ser o responsável por manter em funções uma ministra que perdeu “há muito” a autoridade política, considerando não ser possível “fazer pior” neste setor.
“O primeiro-ministro falhou de uma forma clara, inequívoca, em relação à promessa que fez aos portugueses. Prometeu, em seis meses, encontrar um plano de ação para responder à saúde, que não resolveu os problemas que visava resolver. Pelo contrário, mesmo com mais meios humanos, com mais recursos investidos, agravou o problema que já era suficientemente sensível no Ministério da Saúde”, criticou, em declarações aos jornalistas, José Luís Carneiro, à margem da Gala da Liberdade, que decorre hoje no Barreiro, distrito de Setúbal.
Esta tarde, em declarações aos jornalistas no parlamento, o PS, pela voz de Mariana Vieira da Silva, defendeu a demissão de Ana Paula Martins do cargo de ministra da Saúde, acusando-a de já ter desistido do SNS, que apresenta “dados gravíssimos de deterioração na resposta”.
“O primeiro-ministro falhou e é o primeiro e mais importante responsável por manter uma ministra em funções, quando ela, há muito, perdeu a autoridade política que deveria ter para garantir a organização e a eficácia da resposta do Serviço Nacional de Saúde”, afirmou José Luís Carneiro, considerando que o distrito que “mais ilustra o falhanço” é o de Setúbal.
Questionado sobre se uma mudança na saúde não agravaria os problemas no setor, o secretário-geral do PS respondeu: “Pior é impossível. Portanto, não é possível fazer pior”.
Sobre como interpreta a manutenção de Ana Paula Martins no cargo, Carneiro considerou que isso “significa pelo menos uma grande desconsideração, uma grave insensibilidade perante os problemas que afetam as pessoas todos os dias”, voltando a enumerar os dados recentemente conhecidos.
“Quero que fique claro: nós manifestámos a nossa abertura para o apelo que fez o senhor Presidente da República para podermos fazer um diálogo, tendo em vista alicerçar respostas fundamentais para o futuro”, disse José Luís Carneiro, esperando que “esse diálogo e essa cooperação” sejam bem-sucedidos.
No entanto, de acordo com o líder do PS, “as populações não podem esperar um ano porque todos os dias estão a bater à porta dos hospitais e dos centros de saúde”, sendo, por isso, “preciso garantir respostas adequadas à salvaguarda da vida das pessoas e da dignidade das pessoas”.
“É isso que se exige ao primeiro-ministro, porque é o primeiro e mais importante responsável do Governo”, desafiou.