Incêndios. Exercício revela fragilidades nos helicópteros Black Hawk da Força Aérea

Incêndios. Exercício revela fragilidades nos helicópteros Black Hawk da Força Aérea

  • 06/05/2026 18:02
  • Redação

O comandante nacional da Proteção Civil admitiu hoje que, entre as fragilidades encontradas no exercício europeu a decorrer em Viseu, está o abastecimento aos helicópteros Black Hawk da Força Aérea, sendo necessário fazer um ajuste.

"Colocámos um conjunto de cenários muito complexos e, portanto, é natural que com este cenário haja um conjunto de fragilidades que são identificadas para depois serem perfeitamente corrigidas", indicou o comandante da Autoridade Nacional de Emergência e de Proteção Civil (ANEPC), Mário Silvestre.

O comandante nacional acrescentou que, até ao momento, já tinham surgido algumas fragilidades ao "mais diverso nível", desde logo, por exemplo, com a questão dos abastecimentos dos helicópteros Black Hawk da Força Aérea.

O responsável afirmou que se estão a testar estes helicópteros e que, como se trata de um meio aéreo novo, é preciso fazer algumas afinações relativamente ao abastecimento. Sem entrar em muitos pormenores, o comandante revelou algumas diferenças entre os Black Hawk e os restantes meios aéreos.

"Estamos a falar de um helicóptero, que é de asa rotativa, mas com uma maior envergadura, que trabalha com um sistema diferente, que se chama 'belly tank' [tanque ventral], ou seja, é um depósito acoplado na parte debaixo do helicóptero e, portanto, não permite apanhar a água de uma distância tão alta como se estivermos a trabalhar com um cabo, que é aquilo que normalmente veem", revelou Mário Silvestre.

Neste sentido, assumiu que isso implica "um conjunto de alterações de algumas das metodologias" que têm sido usadas anteriormente com os outros helicópteros.

O dispositivo de combate a incêndios vai contar este ano, pela primeira vez, com dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea.

Mário Silvestre reforçou que todos os exercícios "servem para oportunidades de melhoria" e que, neste em específico, os elementos da organização foram "muito exigentes no exercício", do qual está a ser retirado "um conjunto de elações".

Entre 05 e 07 de maio decorre, no município de Viseu, o exercício europeu de proteção civil PT EU MODEX 2026, na modalidade "live exercise" (LIVEX), com mobilização real de meios operacionais no terreno.

O exercício tem por base o cenário de um incêndio rural de grande dimensão, com origem na localidade de Maeira, freguesia de Barreiros e Cepões, Viseu, afetando extensas áreas florestais e diversos aglomerados populacionais.

A operação estende-se a cinco freguesias do concelho: Cota, Barreiros e Cepões, Lordosa, Calde e Viseu, bem como às freguesias adjacentes.

Organizado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em parceria com o consórcio CN APELL, no âmbito do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia, o exercício envolve mais de 700 operacionais de Chipre, Chéquia, Espanha, França, Polónia e Portugal.

O objetivo é testar a resposta conjunta e integrada do Sistema Nacional de Proteção Civil e da União Europeia a cenários complexos de incêndios rurais, incluindo combate a incêndios, evacuação de populações, gestão de zonas de apoio e coordenação da assistência internacional.

É igualmente testada a capacidade de receção, integração e coordenação de equipas internacionais em contexto operacional real.

Os exercícios EU MODEX, financiados pela União Europeia, visam reforçar a interoperabilidade entre capacidades nacionais e europeias, promovendo uma resposta coordenada, eficaz e solidária a situações de catástrofe.

  • Fonte: Rádio Renascença
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