Protesto das Pussy Riot encerra temporariamente pavilhão russo na Bienal de Veneza

Protesto das Pussy Riot encerra temporariamente pavilhão russo na Bienal de Veneza

  • 06/05/2026 18:54
  • Redação

O pavilhão russo na Bienal de Veneza encerrou temporariamente na quarta-feira, durante o segundo dia de pré-abertura do festival, após um protesto organizado pelo colectivo Pussy Riot contra a presença da Rússia no certame artístico.

Vestidas com balaclavas cor-de-rosa, as manifestantes correram em direcção ao pavilhão russo, onde acenderam tochas, enquanto reproduziam música punk e gritavam palavras de ordem como “Blood is Russia’s Art” (“Sangue é a arte da Rússia”).

O grupo, composto por cerca de 40 activistas, incluindo membros do movimento feminista Femen, tentou entrar no pavilhão russo, mas foi impedido pela polícia, que formou uma barreira à entrada do edifício.

Algumas manifestantes exibiam slogans escritos no corpo, entre eles “Curated by Putin, dead bodies included” (“Com curadoria de Putin, cadáveres incluídos”), “Russia kills, biennale exhibits” (“Rússia mata, a bienal expõe”) e “Russian art, Ukrainian blood” (“Arte russa, sangue ucraniano”). Uma estátua junto ao pavilhão foi coberta com uma bandeira ucraniana.

“É estranho para mim que a Europa continue a dizer que a Ucrânia é um escudo para todo o continente europeu, mas abra as portas repetidamente à propaganda russa”, afirmou Nadya Tolokonnikova, membro fundadora das Pussy Riot.

Tolokonnikova afirmou ter ficado chocada ao ver pessoas em ambiente de festa no pavilhão russo durante o primeiro dia do evento, descrevendo a presença de caixas de prosecco e música techno em volume elevado no espaço.

“É devastador para mim”, disse Nadya Tolokonnikova, ao apelar ao presidente da Bienal de Veneza, Pietrangelo Buttafuoco, para “parar de aceitar dinheiro russo”.

  • Fonte: Rádio Renascença
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