Turismo fluvial no Douro gera 450 milhões e setor exige plano nacional ao Governo

Turismo fluvial no Douro gera 450 milhões e setor exige plano nacional ao Governo

  • 07/05/2026 06:37
  • Redação

A Associação das Atividades Marítimo-Turísticas do Douro (AAMTD) reclamou esta quinta-feira ao Estado português a criação de um Plano Estratégico Nacional para o Turismo Fluvial no Douro até 2030 e investimento urgente nas infraestruturas da via navegável, alertando para o risco de estrangulamento do setor.

Segundo a associação, o crescimento contínuo do turismo fluvial no Douro já atingiu uma dimensão que exige “planeamento estratégico, sustentabilidade e capacidade de resposta das infraestruturas”.

A AAMTD refere que as eclusas da via navegável registaram 16.974 operações em 2025, num contexto de aumento da procura e de episódios de avarias em estruturas como Crestuma-Lever, Bagaúste e Carrapatelo.

“O Douro já não pode crescer sem estratégia: precisa de um Plano Nacional”, sustenta a associação no comunicado divulgado esta quinta-feira.

De acordo com os dados da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), a via navegável do Douro transportou 1.388.646 passageiros em 2025, naquele que foi o oitavo ano consecutivo de crescimento do setor. O impacto económico estimado situa-se entre 350 e 450 milhões de euros anuais.

A AAMTD defende que o Douro deve afirmar-se como destino europeu de referência no turismo fluvial, competindo diretamente com rios como o Reno e o Danúbio, mas alerta que o crescimento da atividade tem de ser acompanhado por investimento público e critérios de sustentabilidade ambiental e territorial.

A associação representa cerca de 33 operadores do setor, incluindo empresas como Douro Azul, CroisiEurope, Tomaz do Douro, Rota Ouro do Douro e Viking Cruises, responsáveis pela maioria dos passageiros registados na via navegável duriense.

Citado no comunicado, o presidente da direção da associação, Mário Ferreira, afirma que “o Douro não é apenas um rio. É uma via navegável de classe mundial que gera 400 milhões de euros por ano e emprega diretamente oito mil pessoas”. O responsável acrescenta que a associação exige que o Estado português “esteja à altura desta responsabilidade”.

  • Fonte: Rádio Renascença
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