Bolas paradas do Arsenal e estrelas abnegadas do PSG. Os argumentos dos finalistas da Liga dos Campeões
- 07/05/2026 07:40
- Redação
Quais são os argumentos a favor dos finalistas da Liga dos Campeões, Arsenal e Paris Saint-Germain? Bola Branca socorre-se de dois dos seus comentadores, numa espécie de Francisco (Sousa) vs. Francisco (Guimarães), para perceber o que pode levar cada equipa a vencer.
É um reencontro entre dois semifinalistas da última época, quando os franceses superaram os ingleses com resultado agregado de 3-1.
O Arsenal foi o primeiro finalista conhecido. Os "gunners", que terminaram a fase de liga no primeiro lugar, ainda não perderam um único jogo — de 14 — na Champions, esta temporada. Eliminaram o Bayer Leverkusen (agregado 3-1), o Sporting (1-0) e o Atlético de Madrid (2-1).
Para Francisco Sousa, o "argumento mais óbvio" a favor de uma conquista da Liga dos Campeões, por parte do Arsenal, "na verdade são dois: coesão defensiva e capacidade para aproveitar a bola parada ofensiva".
"Pode acrescentar-se a isto a inspiração de jogadores como Bukayo Saka, o próprio Martin Odegaard ou até Viktor Gyökeres", salienta o comentador.
Curiosamente, Francisco Sousa considera, até, que o Arsenal teria ficado mais bem servido com o Bayern de Munique, em vez do PSG, porque a equipa alemã "é uma das mais permeáveis a defender bola parada no futebol europeu". Os franceses são "mais consistentes nesse sentido".
Foi precisamente o Bayern que o PSG derrotou, nas meias-finais, para marcar encontro com o Arsenal no jogo decisivo de Budapeste.
Como na temporada passada, a equipa de Nuno Mendes, João Neves, Vitinha e Gonçalo Ramos ficou fora do top-8 da fase regular e teve de passar pelo play-off, em que ultrapassou o Mónaco (5-4). Depois, eliminou Chelsea (8-2), Liverpool (4-0) e Bayern (6-5), para chegar à segunda final consecutiva da Champions, em que vai defender o título.
No entender de Francisco Guimarães, "o PSG é um conjunto de craques que não se importa de correr para trás quando é preciso recuperar a bola".
"Estes dois fatores podem fazer toda a diferença em mais uma conquista da Liga dos Campeões. É que mesmo numa época mais turbulenta, o PSG continua a ser a equipa do mundo em que a qualidade individual, quando está inspirada, faz mais a diferença. Além disso, há esse tal compromisso coletivo, como uma verdadeira equipa, de que também é preciso recuperar a bola, também é preciso correr para trás, também é preciso defender. Estes parecem-me dois ingredientes fundamentais", avalia.
O comentador admite que os vigentes campeões da Europa não são, atualmente, "uma equipa tão bem organizada como era no passado, mas o Arsenal também não". Por outro lado, mantêm as estrelas e o seu caráter abnegado e sentido coletivo: "São duas características que, para um contexto de Liga dos Campeões, são fundamentais."
O Arsenal está na final da Champions, 20 anos depois da última presença, em que perdeu com o Barcelona, por 2-1. O PSG repete a presença de 2024/25, quando derrotou o Inter de Milão, por 5-0. Uma destas duas equipas vai levantar o troféu de campeão europeu no dia 30 de maio. Apito inicial a partir das 17h00, na Puskás Arena, em Budapeste, Hungria.