Hantavírus. Quais são as conclusões da OMS sobre os novos casos?
- 07/05/2026 14:00
- Redação
A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou na tarde desta quinta-feira a informação sobre este caso. Quais são as novas conclusões?
Ficamos igualmente a saber que a estirpe de hantavírus identificada é o chamado vírus dos Andes. Trata-se de uma estirpe que pode, em situações raras, ser transmitida de pessoa para pessoa.
Ainda não há provas definitivas, mas parece cada vez mais provável que tenha sido esse o caso, dado o número de pessoas infetadas.
Porém, ainda se aguardam os resultados das análises, mas se forem positivos para hantavírus será uma evidência de que se deu transmissão pessoa a pessoa.
Não, e a OMS fez questão de sublinhar isso mesmo nesta conferência de imprensa. A responsável da OMS para as ameaças epidémicas disse claramente que isto não é comparável à Covid, nem sequer à gripe. Ou seja, este vírus propaga-se de uma forma muito diferente.
Pode haver doença respiratória grave nos casos mais sérios, mas a transmissão é diferente da de vírus respiratórios comuns. A OMS admite que este surto exige vigilância e rastreio de contactos, mas não há sinais de uma transmissão generalizada, nem de uma ameaça semelhante à Covid.
Segundo a OMS, a transmissão, quando acontece, resulta sobretudo de contactos muito próximos: entre parceiros íntimos, pessoas da mesma família ou profissionais de saúde. No ambiente fechado de um cruzeiro, isso também poderia acontecer.
Para já, não há para já a indicação de que o vírus esteja a comportar-se de uma forma inesperada. A novidade é ter sido detetado num cruzeiro, com passageiros e tripulantes de várias nacionalidades.
A OMS assegura que nenhum dos passageiros, ou tripulantes, que ainda estão a bordo do navio MV Hondius apresenta sintomas relacionados com o Hantavírus.
Ainda assim, admite-se que possam surgir novos casos. Como foi explicado nesta conferência de imprensa, o período de incubação pode demorar seis semanas.
Os passageiros foram instruídos para permanecerem nas respetivas cabinas, do cruzeiro. Foi também explicado que as cabinas foram desinfetadas e qualquer pessoa que desenvolva sintomas deverá ser isolada imediatamente.
A previsão mais recente aponta para chegada do navio a Tenerife no próximo domingo e a evacuação deverá começar na segunda-feira, com a garantia de que não haverá qualquer contacto entre os passageiros e a população local.
Perante os receios que se instalaram nas Canárias, a OMS explicou que o desembarque será particularmente controlado e só acontecerá depois de cada passageiro ser avaliado a bordo. Depois, quando forem autorizados a sair, os passageiros serão transportados diretamente para uma zona protegida junto ao aeroporto, para que possa avançar o repatriamento, por via aérea.
Em síntese, segundo a OMS, não haverá em Tenerife um desembarque livre dos passageiros e dos tripulantes este cruzeiro. Trata-se de uma operação sanitária que a Organização Mundial da Saúde classifica de baixo risco.