"A humanidade deve estar muita grata ao Papa"

"A humanidade deve estar muita grata ao Papa"

  • 08/05/2026 01:32
  • Redação

D. Virgílio Antunes garante que o Papa não se irá calar na defesa de “toda a humanidade”, mesmo que “isso lhe traga alguns dissabores e que desagrade a alguns dos poderes deste mundo”. O presidente da CEP diz que à Igreja cabe este testemunho na defesa do Evangelho.

D. Virgílio Antunes reafirma que o “Papa tem que ser a favor de toda a humanidade” e defensor dos “lugares do diálogo e do encontro”, e garante que Leão XIV “tem dado esse testemunho”, pelo que a “humanidade deve estar-lhe muito grata por isso”.

“O Papa é o homem do Evangelho, e, portanto, defensor da paz, e como ele tem dito, temos de ser todos a favor da paz, não queremos a morte de ninguém, nem dos cristãos, nem dos católicos, nem dos de outras religiões, nem daqueles que não têm religião nenhuma. Nós queremos e ele quer, a partir do Evangelho, é que todos tenham vida e, portanto, diz aquilo que tem que dizer e que se deve dizer neste momento crucial da história da humanidade, mesmo que isso lhe traga alguns dissabores e que desagrade a alguns dos poderes deste mundo”, sublinha.

“Estamos muito felizes por o Papa ser este homem enérgico, este homem da palavra profética, em favor da paz, em favor dos mais pobres, em favor de toda a humanidade e não pura e simplesmente de uma parte da humanidade”, acrescenta.

O bispo de Coimbra reconhece que “estamos numa sociedade e também numa Igreja em que há polarizações, em que há diferentes formas de ver, todas elas porventura com o seu enquadramento e o seu lugar”, mas sublinha que “é preciso que a unidade nunca esteja posta em causa, porque o testemunho maior que a Igreja pode dar é esse mesmo da unidade entre os cristãos”.

“O Papa elegeu essa palavra e esse dinamismo a partir do Evangelho, particularmente se lemos o Evangelho segundo São João, e aquele discurso, aquela oração de Jesus em favor da unidade, e ali está o Papa de alma e coração, e isso penso que é um caminho absolutamente necessário para a igreja nos dias de hoje”, reforça.

E o caminho traçado para a Igreja, de acordo com o presidente da CEP, é o da sinodalidade, com o qual o Papa “está plenamente alinhado”.

“Percebo que ele está a assumir plenamente aquilo que é o caminho traçado para a igreja, para o nosso tempo, inclusive esta dimensão da sinodalidade. Há pessoas que gostam mais, tem pessoas que gostam menos, mas este é o caminho da igreja traçado pela própria igreja, iluminada pelo Espírito Santo, e eu vejo que está plenamente alinhado, que está plenamente dentro do assunto, e isso deixa-me muito feliz”, remata D. Virgílio Antunes.

O cardeal Robert Francis Prevost, prefeito do Dicastério para os Bispos, foi eleito como Papa, no dia 8 de maio de 2025, após dois dias de Conclave, assumindo o nome de Leão XIV.

É o primeiro pontífice norte-americano. Foi missionário e arcebispo no Peru, tendo ainda sido superior geral da Ordem de Santo Agostinho.

Leão XIV nasceu a 14 de setembro de 1955 em Chicago (EUA), filho de Louis Marius Prevost, de origem francesa e italiana, e de Mildred Martínez, de origem espanhola; tem dois irmãos, Louis Martín e John Joseph.

  • Fonte: Rádio Renascença
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@portugalemfoco.pt.

Compartilhar: