Na Fertagus "toda a hora é hora de ponta"

Na Fertagus "toda a hora é hora de ponta"

  • 08/05/2026 07:35
  • Redação

Desde o início do mês, houve um aumento substancial do número de passageiros da Fertagus, a que não será alheio o aumento do preço dos combustíveis.

"Verificámos que aqueles cidadãos que usavam o veículo particular habitualmente para irem para o trabalho, compraram o passe agora, em maio. E que ex-passageiros, que tinham abandonado a Fertagus para fugirem ao massacre daquele transporte, regressaram novamente aos cais de embarque. E agravaram a situação já de si difícil", explica Aristides Teixeira, um dos elementos da Comissão de Utentes da Fertagus, que conclui que "parece não haver um teto para o agravamento, porque é sempre possível ser pior".

Perante o que diz ser o caos, Aristides Teixeira acrescenta que enquanto se espera pelas prometidas carruagens, que "estão a ser reparadas, e só deverão ser uma realidade lá para finais de 2027", é preciso que o Governo, que tem a tutela da Fertagus, "tome medidas urgentes".

"Nas horas de maior agravamento da travessia, os passageiros que usem a máscara facial. É a única forma de nos defendermos do "infectódromo" em que transformaram as carruagens da Fertagus, com pessoas a tossir e a espirrar em cima umas das outras. E as autoridades sanitárias têm de intervir para pôr fim a este atentado à higiene pública"

Depois de ter enviado à Comissão Europeia uma queixa contra o Estado português, por permitir que os passageiros da Fertagus sejam diariamente transportados em condições "fora do padrão europeu" e "com riscos de segurança", a Comissão de Utentes foi chamada ao Parlamento, para uma audiência na Comissão Parlamentar de Transportes.

"Só fomos recebidos por causa da queixa na Comissão Europeia, porque senão ainda estávamos à espera", sublinha Vladimiro Romano, outro dos elementos da Comissão de Utentes.

"Parece-me a mim que ninguém está a entender que o país está em franca mudança e toda a quantidade de imigrantes que Portugal está a receber, e que é necessária", adianta, referindo ainda que por isso, "toda a hora agora é hora de ponta".

Quanto à presença na Comissão Parlamentar, e passadas algumas semanas sem quaisquer tomadas de posição, Vladimiro Romano deixa um recado aos deputados. "Que se interessem mais pelo público, pelo povo, porque somos nós que pagamos os impostos para os belos salários que ganham, para as mordomias que têm e, portanto, assumam mais responsabilidades se querem que este país avance e vá para a frente."

  • Fonte: Rádio Renascença
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