Operação Babel. Ex-vice-presidente de Gaia condenado a oito anos e meio de prisão
- 08/05/2026 08:00
- Redação
O antigo vice-presidente da Câmara de Gaia Patrocínio Azevedo foi condenado a oito anos e meio de prisão no âmbito da Operação Babel. O caso está ligado à viciação de normas e instrução de processos de licenciamento urbanísticos no concelho.
Esta sexta-feira, no Tribunal de Vila Nova de Gaia, foi feita a leitura do acórdão.
Segundo a presidente do coletivo de juízes, o tribunal ficou "com convicção segura" do envolvimento nos factos dos arguidos Patrocínio Azevedo, do empresário do ramo imobiliário Paulo Malafaia, do fundador do grupo Fortera, Elad Dror, e do advogado João Lopes. Todos os outros réus foram absolvidos
Segundo a magistrada, Patrocínio Azevedo, Patrocínio Azevedo assumiu um "claro tratamento de favor e influência" em prol dos interesses particulares de Paulo Malafaia, de Elad Dror e de sociedades promotoras arguidas, em empreendimentos urbanísticos a desenvolver em Gaia. Tudo isto a troco de bens, como relógios, e compartidas financeiras, e em prejuízo de interesses públicos.
Patrocínio Azevedo foi condenado a 8 anos e 6 meses de prisão e proibição de exercício de funções públicas por 8 anos, depois de ter sido condenado por corrupção passiva agravada, prevaricação, participação em negócio, recebimento indevido de vantagem, branqueamento de capitais.
João Lopes, advogado, foi condenado a 7 anos e 9 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva agravada, prevaricação, branqueamento de capitais.
Elad Dror teve uma pena de 6 anos de prisão pelos crimes de corrupção ativa agravada e branqueamento de capitais.