"Vamos ver se está à altura": Líder parlamentar da IL desafia Chega a viabilizar lei laboral
- 08/05/2026 13:22
- Redação
"Temos de ver se aqueles que dizem que há uma maioria de direita capaz de transformar o país, na hora da verdade vão ter a responsabilidade e seriedade de fazer aquilo que o país precisa e não aquilo que num determinado momento dá mais ou menos votos", esgrime Mário Amorim Lopes.
O líder da bancada dos liberais no Parlamento acredita que é preciso fazer "pedagogia" e explicar que a reforma laboral "é boa para todos" e não deve ser vista como uma "luta de classes". Amorim Lopes argumenta que é preciso flexibilizar a legislação do trabalho em Portugal.
"Uma reforma laboral equilibrada, que nos aproxime do resto da União Europeia e da OCDE, que torne os trabalhadores mais produtivos, e que nos mantenha protegidos, é bom para todos, é importante explicar", defende o deputado da Iniciativa Liberal.
Mário Amorim Lopes, líder parlamentar da Iniciativa Liberal, elogia ainda o percurso e o perfil de Mariana Leitão, que ascendeu à liderança dos liberais há menos de um ano, e assegura que não tem uma candidatura à liderança do partido no seu horizonte.
"Nem sequer me passa pela cabeça, não é, minimamente, um cenário que tenha na cabeça", afirma Mário Amorim Lopes, que ironiza com uma comparação: "Iniciativa Liberal, não é o PS, não estamos numa guerra dos tronos".
Mário Amorim Lopes rejeita que esteja a faltar "irreverência" à Iniciativa Liberal e destaca algumas qualidades da atual presidente dos liberais: "É determinada, arrojada, irreverente, ambiciosa, com capacidade de liderança e, portanto, é exatamente a pessoa que deve estar a guiar esta visão de um país melhor".
O deputado liberal considera que houve um "sinal claro" nas últimas presidenciais com os 900 mil votos em João Cotrim de Figueiredo, de que há vontade de mudança, e rejeita que o protagonismo do antigo líder seja problemático para a atual direção.
"Pelo contrário, eu acho que só credibilizam. Nós termos gente que é competente, reconhecida, em que as pessoas valorizam, e isso é bom para o partido. Estranho seria se fosse um partido de um homem só, para isso já existe o Chega", afirma.