Primeiro ano de Leão XIV. Papa é "ativista convicto da paz", diz patriarca
- 08/05/2026 05:00
- Redação
A 8 de maio de 2025, o cardeal Robert Prevost apresentava-se ao mundo na varanda de São Pedro, em Roma, e escolhia a dedo as primeiras palavras como Papa: "Que a paz esteja com todos vós".
Na leitura do patriarca de Lisboa, as viagens apostólicas do Papa têm mostrado o espírito que herdou do trabalho como missionário agostiniano e têm relevado “mensagens proféticas” – desde logo, porque escolheu destinos inéditos (como o Mónaco ou a Argélia), mas também porque se tem esforçado por ser uma voz de alerta dos grandes problemas e angústias do ser humano.
Todos estes momentos são provas, diz D. Rui Valério, de que Leão XIV se tornou num “baluarte de dignidade” e que é “fonte de equilíbrio”, perante o ritmo frenético da atualidade e os retrocessos que se assistem diariamente.
“Vivemos um deserto neste momento. Somos surpreendidos com coisas que aqui há 20, 30 anos era impensável, era inimaginável que acontecessem. E o Papa é como um porto de abrigo, para nós ocidentais da Europa, assim como para as pessoas do Médio Oriente e outras geografias e latitudes. Uma referência permanente e pujante”, vinca.
Puxando a fita atrás mais de 50 anos, D. Rui Valério faz uma retrospetiva do cunho deixado na Igreja pelos mais recentes pontífices, desde a “intervenção de João Paulo II no Golfo” até à influência de Bento XVI “junto das elites” e às “multidões” de Francisco. De Leão XIV, considera que os últimos 365 dias já permitiram ao Papa emergir como uma nova figura de autoridade moral – e que até sai reforçada perante os recentes apelos ao fim do conflito no Médio Oriente e as críticas de Donald Trump.
“A voz do Papa foi sempre tida em altíssima conta. Ele tem sido para todos nós uma espécie de âncora e essa âncora, eu aqui diria, está fundeada não apenas nas suas convicções, mas está fundeada na grandeza da sua fé”.
Já o comentador residente, Manuel Poêjo Torres, vê em Leão XIV um exemplo de amor para a humanidade – e que não sai reduzido apesar das críticas das últimas semanas de Donald Trump.
“O mundo está cada vez mais preenchido de amores próprios e egocêntricos. E o que o Papa disse na sua missa inaugural foi que é preciso ouvir e pensar a paz noutros termos, quando o mundo parece dividido entre um homem que ama e outro que procura a própria humilhação para chegar ao amor de Deus. E claro que nós estamos a falar do Papa Leão XIV e Presidente Donald Trump”, remata.