Portuenses pedem uma Europa "unida", "de paz" e de "preços estáveis"

Portuenses pedem uma Europa "unida", "de paz" e de "preços estáveis"

  • 09/05/2026 11:35
  • Redação

Entre comerciantes, clientes e turistas, a data não passou despercebida. Nem o facto de, a dois passos dali, a Câmara Municipal do Porto estar a ser, à mesma hora, palco de uma cerimónia que, para além de assinalar a data, também recordou os 40 anos da adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia.

Ana Silva admite preocupação com "a guerra" e com "toda a questão da defesa, do nosso país e da nossa região, enquanto Europa". Mas não só. Também o facto de "estar tudo a aumentar, desde a comida à habitação", a deixa angustiada perante "o que está aí por vir".

Mesmo ali ao lado, numa banca de peixe está Carlos Araújo. Vendedor no Bolhão há quatro anos classifica como "dramático o atual cenário de subida dos preços" que, diz, atingiram um "nível catastrófico". Defende ser preciso, "tentar, o mais rapidamente possível, restabelecer os preços de antigamente".

"Temos a pandemia, a guerra entre a Ucrânia e a Rússia, e agora esta guerra dos Estados Unidos e Israel com o Irão. Tudo isto tem aumentado e complicado muito a vida de toda a gente. Por isso, era preciso voltar aos preços mais estáveis", sublinha.

Carlos reconhece que nunca será "como era há 15 ou 20 anos", mas diz que "seria espetacular", se fosse possível voltar aos preços de "há cinco ou seis anos".

Mas nem tudo é mau e há quem olhe para a Europa pelo lado do "copo meio cheio". Alice Afonso é brasileira e está há um mês a viver no Porto. "Acabei de me mudar", diz, "e ainda estou a aproveitar", revela. Não teve ainda tempo para conseguir encontrar o que o velho continente "tem de pior".

Conta que antes de escolher o Porto esteve a estudar "perto de Chicago" e que, quando compara, "a Europa já é muito melhor do que os Estados Unidos". Chega mesmo a dizer que é "incrivelmente melhor", principalmente no que respeita à "qualidade de vida".

Já Juvenal Pinheiro ajuda a mãe que é comerciante há décadas no Bolhão. Olha para a Europa "sempre de uma forma positiva". Encontra "muito potencial" na União Europeia, mas alerta que, na sua opinião "é preciso abrir os olhos e lutar por uma Europa unida, forte e capaz de se sustentar a si própria". Evitar a desagregação da Europa "é o ponto principal".

  • Fonte: Rádio Renascença
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