Hantavírus. O que vai acontecer aos passageiros retirados do cruzeiro?

  • 11/05/2026 03:09
  • Redação

Depois de vários dias retido em alto mar, o navio de cruzeiro onde foi detetado o surto de hantavírus começou a desembarcar e repatriar passageiros a partir de Tenerife.

De acordo com o governo espanhol, 94 pessoas de 19 nacionalidades foram retiradas do MV Hondius este domingo e transportadas em oito voos, a partir de Tenerife. Esta segunda-feira, serão ainda desembarcadas e repatriadas 24 pessoas para a Austrália e Países Baixos.

A bordo do navio, ficam ainda 34 membros da tripulação que seguem para os Países Baixos.

Entretanto, os Estados Unidos confirmam um caso de hantavírus entre os 17 passageiros de nacionalidade norte-americana, que foram repatriados para o país. Há ainda um caso suspeito.

Agora começa a fase de controlo em terra, com o rastreio e a monitorização dos passageiros de acordo com as regras nacionais de cada país de origem.

42 dias é o período de referência estabelecido pela Organização Mundial da Saúde para a monitorização ativa para tripulantes e passageiros, porque o período de incubação do hantavírus pode ir até às seis semanas.

Portanto, cada país decide se aplica quarentena formal ou monitorização ativa.

Quarentena significa que ficam limitados os contactos e a mobilidade de pessoas expostos, mesmo sem sintomas. E pode ser cumprida em casa ou numa unidade de saúde.

A monitorização ativa implica acompanhamento diário para detetar sintomas cedo e agir rapidamente e pode existir com ou sem quarentena formal, consoante o país e o nível de risco atribuído ao contacto.

Não. Estes 42 dias não são automaticamente obrigatórios, porque são uma recomendação da OMS, que não impõe medidas. Cada país é que decide se transforma essa recomendação numa quarentena obrigatória.

Espanha, Reino Unido e França anunciaram que os respetivos cidadãos que estavam no cruzeiro vão cumprir quarentenas, enquanto outros, como os Estados Unidos, admitiram não adotar esse tipo de medida.

A primeira regra: nenhum sintoma deve ser desvalorizado, porque o hantavírus começa como uma gripe e pode evoluir rapidamente em alguns doentes.

Portanto, fadiga, febre, tosse, dores musculares, dores de cabeça e, muitas vezes, sintomas gastrointestinais não devem ser ignorados. Porque, depois, a evolução para doença respiratória grave é muito rápida.

  • Fonte: Rádio Renascença
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@portugalemfoco.pt.

Compartilhar: