Agressões em esquadras da PSP. Nenhum arguido em preventiva, três em prisão domiciliária
- 11/05/2026 05:35
- Redação
Nenhum arguido ficará em prisão preventiva, no âmbito dos casos de tortura e violações nas esquadras da PSP do Rato e do Bairro Alto, em Lisboa.
O Ministério Público tinha pedido prisão preventiva para quatro polícias, vigilância com pulseira eletrónica para outros quatro e liberdade com suspensão de funções para os restantes. No entanto, esta segunda-feira, o Tribunal Central de Instrução Criminal decidiu que apenas três arguidos ficarão em prisão domiciliária, enquanto os restantes ficam em liberdade.
Carlos Melo Alves, advogado de vários dos agentes detidos, avançou à porta do tribunal que três dos arguidos também foram suspensos de funções e oito com termo de identidade residência.
Ao todo, há 14 suspeitos de 19 crimes de tortura, além de crimes de ofensa à integridade física, abuso de poder e falsificação de documentos.
Durante as detenções, que aconteceram na terça-feira, também foi detido um agente, libertado logo depois da detenção, e um civil, libertado na quinta-feira, após o tribunal de instrução ter aceitado o pedido de habeas corpus por detenção ilegal.
Com a detenção de 15 polícias - 13 agentes e dois chefes -, aumentou para 24 o número de elementos da Polícia de Segurança Pública envolvidos no processo de alegadas torturas e violações nas esquadras do Largo do Rato e do Bairro Alto, numa investigação denunciada pela PSP.