Escolas Católicas aprovam manifesto para promover uso humano e ético das redes sociais

Escolas Católicas aprovam manifesto para promover uso humano e ético das redes sociais

  • 11/05/2026 07:40
  • Redação

As escolas católicas portuguesas aprovaram um manifesto em defesa de uma utilização mais humana, crítica e ética das redes sociais, durante uma assembleia realizada em Fátima dedicada ao tema “O impacto das redes sociais nas relações pessoais”.

O encontro decorreu no dia 9 de maio e reuniu alunos, diretores, docentes, não docentes e pais, com o objetivo de refletir sobre os desafios do ambiente digital e promover “o uso crítico e ético das redes sociais, valorizando-as como espaços de encontro”.

Da iniciativa resultou o documento “Corações Conectados – Manifesto para uma rede humana nas Escolas Católicas”, no qual as instituições assumem o compromisso de desenvolver uma “Cultura do Encontro” nos ecossistemas digitais.

No manifesto, as escolas defendem que “a rede digital deve ser um lugar rico em humanidade, composto por pessoas e não apenas por algoritmos”.

Entre os compromissos assumidos está a criação de comunidades digitais escolares para partilha de atividades e ideias, bem como a valorização das relações presenciais. As escolas comprometem-se a “dar prioridade ao rosto sobre o ecrã”, promovendo a escuta ativa e incentivando os alunos a guardar o telemóvel em momentos de convívio.

O documento defende ainda “o direito ao silêncio e à desconexão”, considerando que a tecnologia deve ser “uma ferramenta promotora de vida e de relações humanas”.

No campo da literacia digital, o manifesto sublinha a importância de combater a desinformação e incentivar o pensamento crítico. As escolas afirmam que irão “garantir a verificação das fontes e a autenticidade do conteúdo antes da sua partilha”, educando os alunos para recusarem notícias falsas.

O combate ao discurso de ódio e ao cyberbullying é igualmente uma das prioridades assumidas. O manifesto estabelece que as escolas irão “renunciar ao discurso de ódio, ao cyberbullying e ao julgamento fácil no ambiente online”.

As instituições comprometem-se também a incentivar os jovens a utilizar as redes sociais para promover valores positivos, integrando-os em projetos de comunicação escolar, como podcasts, rádio e produção de conteúdos digitais.

  • Fonte: Rádio Renascença
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