"Estou a saber em primeira mão". Sistema de depósito e reembolso de embalagens divide consumidores
- 11/05/2026 14:57
- Redação
Um mês depois de entrar em vigor, o novo sistema de depósito e reembolso de embalagens de bebidas está a dividir opiniões. A marca Volta parece estar ainda a funcionar a meio gás, pelo menos, tendo em conta os relatos dos consumidores.
Nesta altura, nas prateleiras dos supermercados, ainda podemos encontrar garrafas e latas sem o símbolo Volta e que devem ser depositadas no contentor amarelo para fazerem o seu trajeto até à reciclagem.
Já todas as outras embalagens, com a marca Volta, seguem um caminho diferente, que não está a agradar a muitos dos consumidores.
Um mês depois da entrada em vigor do novo Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) de embalagens de bebidas, que acrescenta 10 cêntimos ao preço de cada garrafa ou lata com o símbolo Volta, os consumidores continuam longe de um consenso. Há quem o rejeite e quem ainda nem tenha dado por ele.
Embora o sistema já esteja operacional nas máquinas instaladas em supermercados e outros pontos de recolha, este exige que as embalagens estejam inteiras, com tampa e com o código de barras legível. Mas, a verdade é que ainda há quem nem sequer tenha encontrado uma embalagem com o símbolo Volta.
Junto das grandes superfícies em Coimbra, as reações dividem-se. Há quem veja nesta nova prática uma forma simples de recuperar algum dinheiro e até de incentivar comportamentos ambientais.
Outro cliente revela desconhecimento sobre o novo sistema: "Estou a saber em primeira mão, é uma forma de incentivar as pessoas a reciclar", refere.
Os mais jovens parecem ser os que melhor se adaptaram, são eles que mais facilmente juntam latas, procuram máquinas e experimentam o processo.
"A senhora da caixa já me alertou. Acho que é muito bom porque vai promover a reciclagem, por outro lado, se calhar temos que vir aqui todos os dias fazer a devolução das latas ou ficar com elas em casa. Acho que isso é o senão da coisa", diz um jovem consumidor.
Com 2.500 máquinas instaladas e mais de 8.000 pontos de recolha manual previstos em todo o país, o objetivo é atingir 90% de recolha seletiva até 2029.
Entre dúvidas e desconhecimento, a verdade é que o país ainda está a aprender a viver com o novo sistema de embalagens.