Mais de 60 deputados trabalhistas pedem demissão de Starmer

Mais de 60 deputados trabalhistas pedem demissão de Starmer

  • 11/05/2026 16:00
  • Redação

Mais de 60 deputados trabalhistas pedem a demissão do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, no dia em que quatro assessores ministeriais abandonaram o Governo.

Aumenta assim a pressão sobre Keir Starmer, depois do desaire do “seu” Partido Trabalhista nas eleições autárquicas da semana passada.

O primeiro-ministro britânico pediu esta segunda-feira mais uma oportunidade, num discurso perante membros do partido em Londres.

Starmer fez um apelo emotivo tanto ao Partido Trabalhista como aos eleitores para que continuem a apoiá-lo e evitem uma disputa pela liderança que, segundo afirmou, apenas traria caos, prometendo adotar uma postura mais ousada.

O primeiro-ministro promete promover uma “ruptura completa” com a forma de governar do passado, que, segundo afirmou, conduziu ao “status quo”. Sobre a liderança, argumentou que a continuidade é especialmente importante no atual contexto internacional, marcado pelos conflitos na Ucrânia e no Irão.

Mas o discurso, no qual praticamente admitiu ter sido demasiado cauteloso ao lidar com os inúmeros problemas que afetam o Reino Unido desde a sua vitória com larga maioria em 2024, fez pouco para aliviar a revolta provocada por uma das piores derrotas do Partido Trabalhista nas eleições autárquicas da semana passada.

Quatro assessores ministeriais anunciaram a sua demissão, considerando que Starmer, de 63 anos, não é a pessoa certa para conduzir o partido às próximas eleições legislativas, previstas para 2029, e esperando desencadear uma disputa interna pela liderança que poderá durar semanas, senão meses.

“É claro para mim que o primeiro-ministro perdeu autoridade não apenas dentro do grupo parlamentar trabalhista, mas também em todo o país, e que não conseguirá recuperá-la”, afirmou Tom Rutland, assessor ministerial do ministro do Ambiente, ao anunciar a sua saída.

Catherine West, uma antiga secretária de Estado pouco conhecida que no fim de semana ameaçou avançar com uma disputa pela liderança caso Starmer não apresentasse mudanças radicais, disse à agência Reuters que recebeu 80 respostas de apoio à sua exigência de que o primeiro-ministro defina um calendário para a sua saída.

Dois dos aliados mais próximos de Starmer — o ministro do Ambiente, Steve Reed, e o ministro da Defesa, John Healey — entraram na residência oficial de Downing Street na noite de segunda-feira, segundo a Sky News.

Os responsáveis governamentais não responderam a um pedido de comentário sobre se se tratava de uma reunião previamente agendada.

  • Fonte: Rádio Renascença
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