ONU alerta que seria "catastrófico" recomeço dos ataques no Médio Oriente
- 11/05/2026 18:34
- Redação
Foi o que explicou o porta-voz adjunto de Guterres, Farhan Haq, na conferência de imprensa diária, depois de Donald Trump se ter referido nestes termos ao acordo com Teerão, e de ter rejeitado no fim de semana a última proposta de paz enviada pela República Islâmica por a considerar "totalmente inaceitável".
"Um regresso aos combates em grande escala seria já catastrófico. A situação é insustentável, dada a falta de liberdade de circulação no estreito de Ormuz", afirmou Haq.
No entanto, o porta-voz defendeu "não dar demasiada atenção à retórica de nenhuma das partes envolvidas".
"O que queremos é garantir que as próprias partes continuem empenhadas nas negociações", acrescentou.
Neste sentido, agradeceu ao Paquistão pelos esforços de mediação no conflito e pediu que estes continuassem.
No domingo, Trump rejeitou a última proposta de paz do Irão para pôr fim à guerra no Médio Oriente, considerando-a "totalmente inaceitável".
"Neste momento, o cessar-fogo ainda está em vigor, mas é incrivelmente frágil, diria eu. O mais frágil que já esteve. E digo isto depois de ler o lixo que nos enviaram. Ainda nem acabei de ler", disse Trump aos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca, referindo-se à última proposta de Teerão.
Entre outras coisas, o documento de Teerão incluía o reconhecimento da sua soberania sobre o estreito de Ormuz, o pagamento de indemnizações, a libertação de ativos bloqueados, o levantamento das sanções e o fim do conflito no Líbano.
Donald Trump admitiu no entanto, em resposta a uma questão da imprensa na Casa Branca, que uma solução diplomática continua a ser "muito possível", apesar do impasse negocial.
"Teremos uma vitória completa. Já tivemos, em teoria, uma vitória completa do ponto de vista militar", declarou.
O Paquistão, país mediador nas negociações, confirmou ter recebido a resposta iraniana à última proposta norte-americana, em plena escalada das hostilidades de Teerão, que incluíram no domingo um ataque com um drone contra um navio comercial em águas do Qatar.
Desde o início da ofensiva israelo-americana, a 28 de fevereiro, o Irão mantém sob ameaça militar o estreito de Ormuz, por onde passavam cerca de 20% dos hidrocarbonetos mundiais antes da guerra, fazendo disparar os preços internacionais.