Enfermeiros em greve contra desvalorização da profissão
- 12/05/2026 00:21
- Redação
"Apesar dos enfermeiros continuarem a ser aqueles que prestam continuidade de cuidado, e apesar de serem imprescindíveis, continuamos a ser desvalorizados" lamenta a dirigente do SEP, que aponta que os profissionais do setor não têm reconhecimento pelo seu trabalho a nível salarial.
Apesar de garantidos os serviços mínimos, Simões alerta para a possibilidade de constrangimentos em alguns serviços, como "consultas que estavam programadas, possam vir a ser alteradas".
"Estarão certamente outros profissionais para aquilo que é da sua competência realizar", tranquiliza a sindicalista.
Há também reivindicações diretas ao Serviço Nacional de Saúde: "Estamos confrontados com problemas que o Ministério da Saúde teima em não resolver, como a contabilização de anos de trabalho realizados, e que devem ser transformados em pontos na perspetiva de permitir a progressão dos enfermeiros."
"A proposta do Ministério da Saúde de, não permitindo, ou obstaculizando a admissão de enfermeiros, pretende que parte do trabalho extraordinário que hoje é realizado por falta de enfermeiros não seja pago, e portanto diminuir o rendimento dos enfermeiros obrigando-os a trabalhar até 60 horas sem que isso signifique o pagamento de trabalho extraordinário", acrescenta Guadalupe Simões.
A dirigente do SEP admite uma "adesão expressiva dos enfermeiros, quer seja do setor público, do setor privado ou social", a uma greve que "abrange os três setores" da profissão.
Está também marcada uma manifestação em Lisboa, com um percurso desde o Campo Pequeno até ao Ministério da Saúde.