Montenegro admite agravamento do problema da droga em Lisboa e Porto e promete estratégia conjunta
- 12/05/2026 09:10
- Redação
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, alertou esta terça-feira, no Porto, para o agravamento dos problemas associados ao tráfico e consumo de droga nas cidades de Lisboa e do Porto, defendendo uma estratégia conjunta que articule segurança, saúde pública e políticas sociais.
Durante a reunião com os presidentes das câmaras municipais das duas maiores cidades do país, Montenegro afirmou que “o combate ao tráfico de estupefacientes é absolutamente prioritário na política criminal”, considerando que este fenómeno está na origem de vários tipos de criminalidade.
“É muitas vezes a partir do tráfico de estupefacientes que se geram fenómenos criminais como furtos, como roubos, às vezes mesmo como raptos, sequestros e mesmo homicídios”, afirmou o chefe do Governo.
O primeiro-ministro acrescentou ainda que o tráfico de droga alimenta “criminalidade altamente organizada” ligada ao branqueamento de capitais, corrupção e infiltração criminosa nas dinâmicas económicas e sociais.
Segundo Montenegro, os presidentes das câmaras municipais de Lisboa e do Porto manifestaram forte preocupação com a evolução do fenómeno nos últimos anos. “Basta andar na rua em Lisboa e no Porto para poder identificar o ressurgimento de algumas zonas especialmente afetadas por este tema”, declarou.
Perante este cenário, o Governo e os municípios acordaram desenvolver uma estratégia articulada para enfrentar o problema. “Combinámos desenvolver um esforço conjunto com vista a termos uma estratégia que possa conciliar a prevenção e dissuasão do ponto de vista criminal com as políticas de saúde pública, com as políticas de segurança, mas também com as políticas de apoio social”, explicou.
O primeiro-ministro salientou que o objetivo passa por apoiar também “aqueles que infelizmente são afetados por esta dependência”.
Na intervenção final, Montenegro destacou ainda o arranque de um novo modelo de cooperação institucional entre o Governo e as autarquias de Lisboa e Porto.
“Este fórum que hoje aqui iniciamos de forma inédita, de diálogo tripartido entre o Governo e as Câmaras Municipais das duas maiores cidades do país”, afirmou, permitirá uma atuação “coordenada e articulada” em áreas prioritárias para os dois municípios.