Exposição em Nova Iorque reúne 3,5 milhões de páginas dos ficheiros Epstein
- 12/05/2026 10:34
- Redação
Uma exposição temporária inaugurada em Nova Iorque está a chamar a atenção para os chamados “Ficheiros Epstein”, ao reunir cerca de 3,5 milhões de páginas de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos relacionados com o financeiro e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.
A mostra, instalada no bairro de Tribeca, foi organizada pelo Instituto de Factos Primários, uma organização norte-americana de defesa da transparência, e recebeu o nome de “Sala de Leitura Memorial Donald J. Trump e Jeffrey Epstein”. Ao todo, os documentos foram encadernados em 3.437 volumes, organizados em estantes numeradas.
“A verdade é difícil de negar quando está impressa e encadernada para que a veja”, refere o site da organização responsável pela iniciativa.
A exposição dedica também uma parte significativa à relação entre o presidente norte-americano Donald Trump e Jeffrey Epstein, que morreu em 2019 sob custódia federal enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual de menores.
Trump e Epstein mantiveram uma amizade durante décadas, antes de um alegado afastamento em 2004 relacionado com um negócio imobiliário. O atual presidente norte-americano negou repetidamente qualquer envolvimento ilícito, apesar de o seu nome surgir diversas vezes nos documentos conhecidos como “Ficheiros Epstein”.
David Garrett, um dos criadores do projeto, afirmou à AFP que a iniciativa pretende alertar para “os perigos para a democracia” e promover maior escrutínio público.
“Somos uma organização pró-democracia, com o objetivo de educar o público utilizando este tipo de museus temporários e experiências reais para ajudar as pessoas a compreender a corrupção nos Estados Unidos”, afirmou.
O responsável considerou ainda que “é necessária uma verdadeira indignação pública” sobre a forma como a administração Trump lidou com a divulgação dos documentos, acrescentando que o objetivo da exposição é “ajudar a criar uma reação pública para garantir uma verdadeira responsabilização”.