Presidente de Câmara em Los Angeles confessa ser espiã chinesa

Presidente de Câmara em Los Angeles confessa ser espiã chinesa

  • 12/05/2026 12:30
  • Redação

A presidente da câmara de uma cidade nos subúrbios de Los Angeles apresentou a demissão, esta segunda-feira. Até aqui nada de muito anormal, uma vez que não é a primeira vez que um "mayor" decide abandonar o cargo antes de terminar o seu mandato. No entanto, o motivo que levou Eileen Wang, de 58 anos, a demitir-se da chefia da cidade de Arcadia é, certamente, peculiar: a mulher foi acusada de atuar nos EUA como um agente ao serviço da China.

"O FBI e os nosso parceiros federais continuam a agir agressivamente para erradicar este tipo de influência nas instituições norte-americanas por todo o país", acrescentou Patel, dando a entender que Wang não será caso isolado.

Numa declaração feita pelo advogado da suspeita, citada pela mesma publicação norte-americana, a política californiana pediu "desculpa pelos erros que cometeu na sua vida pessoal". "O seu amor e devoção pela comunidade de Arcadia não mudaram", acrescentou.

Eileen Wang está no conselho municipal de Arcadia, uma cidade com uma grande comunidade de origem asiática, desde novembro de 2022. Tornou-se presidente da câmara em fevereiro passado, num sistema de rotação que é utilizado naquela jurisdição.

Numa mensagem partilhada na página oficial da cidade, o caso é confirmado pelo conselho municipal, que entende que a notícia possa gerar "sérias preocupações" e garante querer ser "transparente com a comunidade" sobre a sua posição perante as acusações "profundamente preocupantes" feitas contra a líder do executivo.

"Queremos deixar claro: esta investigação diz respeito à conduta individual e refere-se a condutas que cessaram após Wang ter tomado posse", garante o grupo, que assegura ter feito uma "revisão interna" e poder confirmar que "nenhuma questão financeira, pessoal ou processos de tomada de decisão na câmara" foram afetados pela conduta de Wang.

"Todas as ações do Conselho Municipal são tomadas em conjunto e nenhum membro detém autoridade unilateral. Não encontramos nenhuma ação que exija reconsideração ou que seja invalidada em consequência dos acontecimentos. Os restantes membros não estão sob investigação", acrescenta a missiva.

Para além disso, os dois administravam, alegadamente, um site chamado "US News Center", utilizado como fonte noticiosa por sino-americanos e que terá sido instrumentalizado pelo Governo chinês.

No acordo de confissão assinado pela política californiana, Wang admite não ter notificado ninguém da sua atuação como agente chinesa nos EUA, nem do papel que a República Popular Chinesa tinha no conteúdo publicado no site que administrava.

  • Fonte: Rádio Renascença
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