Seguro quer Portugal com "voz cada vez mais relevante em Bruxelas"
- 12/05/2026 14:42
- Redação
O Presidente da República, António José Seguro acredita que Portugal tem “mais para oferecer” à Europa e pede um papel nacional mais relevante na União Europeia a "27".
A ideia foi defendida esta terça-feira durante uma conferência na Universidade Católica, no Porto. António José Seguro apontou o exemplo da localização geográfica do nosso país que “não é periferia”, mas “ponte”.
“Quando a Europa precisa diversificar parcerias e ampliar a sua rede de influência, Portugal não é uma periferia, é uma ponte”, afirmou o chefe de Estado.
“Para afirmar estas capacidades, o nosso país deve ter uma política europeia consistente e dar-lhe continuidade. Preservar o largo consenso interno sobre a nossa pertença na União e centrar a diplomacia e a política externa num projeto ambicioso que permita ser uma voz cada vez mais relevante em Bruxelas”, defendeu.
Segundo o chefe de Estado, Portugal tem condições para isso: desde logo “credibilidade e reputação”. Até porque, lembra Seguro,” na União Europeia a capacidade de influência não resulta apenas da dimensão ou do peso do PIB de cada país”.
“Deriva igualmente da credibilidade, da capacidade de construir coligações, da reputação e da capacidade de construir coligações, da reputação e da capacidade de propor agendas, matérias nas quais Portugal tem provas dadas”, destacou.
Mas, apesar das quatro décadas após a adesão de Portugal à UE, Seguro alerta que Portugal continua a ser um país de desigualdades em que “nem todos os portugueses partilham experiência positiva da integração europeia”.
“Não podemos deixar-nos cair na sedução de um perfume inebriante”, alertou.
“A taxa de risco de pobreza em Portugal é superior a 15% da população e a taxa de desemprego jovem ronda os 19%. São números que dizem muito, somos uma sociedade dual com níveis elevados de desigualdade e que 40 anos de integração europeia não resolveram completamente”, lamentou.