Por que é que Lisboa e Porto vão ter um reforço policial?
- 13/05/2026 03:30
- Redação
Lisboa e Porto vão ter um reforço policial ainda este ano: serão mais 400 agentes. Outros 500 polícias serão libertados para ações de patrulhamento.
O anúncio foi feito esta terça-feira pelo primeiro-ministro após uma reunião com os dois presidentes de câmara.
O Governo justifica-o com a ideia de que a segurança é um pilar do bem‑estar e da atratividade económica de Lisboa e Porto e que é preciso mais presença policial para prevenir e dissuadir a prática de crimes.
De resto, os dados do Relatório Anual de Segurança Interna de 2025 indicam que a criminalidade geral registada aumentou 3,1%, o que, de acordo com o relatório, pode resultar de uma maior fiscalização policial.
Mais 400 agentes da PSP para os comandos metropolitanos de Lisboa e Porto, 200 para cada, a entrar em funções ao longo deste ano e à medida que terminem os cursos de formação.
Além disso, o Governo diz estar a preparar uma reorganização em esquadras de Lisboa, Porto e Setúbal para libertar cerca de 500 polícias de tarefas administrativas e colocá‑los em patrulhamento.
Essa é a grande dúvida, sobretudo dos sindicatos da polícia que acusam o Governo de equívoco matemático, alegando que a soma de anúncios para comandos, aeroportos e outras áreas não bate certo com o número de formandos e com o volume de aposentações previsto.
Por exemplo, a ASPP - que é o sindicato mais representativo da PSP - dá o exemplo de um curso que termina a 28 de maio com cerca de 570 formandos e para um concurso com 683 apurados. Logo, isso pode não compensar as saídas e que o que estará em causa é a gestão de escassez e não reforço estrutural.
Sim. Vão atuar em áreas mais sensíveis, sobretudo onde há maior concentração de pessoas.
O objetivo é ter mais polícias visíveis na rua, sobretudo onde há mais ocorrências, para aumentar a prevenção e reduzir oportunidades de crime.
O Governo entende que o patrulhamento genérico tem pouco efeito e que há melhores resultados quando a presença policial é focada em pontos considerados críticos. Ou seja, apostar num policiamento de proximidade e moderno.
Uma das promessas do Executivo é dar às polícias equipamentos e ferramentas digitais para reduzir burocracia e aumentar a eficácia: menos tempo em tarefas administrativas, mais tempo em missões operacionais.
Esta é uma prioridade há muito enunciada pelo Governo para uma reorganização interna da PSP.
Será por fases. Uma primeira vaga de novos agentes poderá chegar ao terreno no final do primeiro semestre. A segunda vaga no final do ano.
No entanto, tudo vai depender do plano de reorganização das esquadras que está a ser desenhado pelo Governo com a Direção Nacional da PSP.