Lufthansa garante que compra de 90% da ITA Airways não compromete interesse na aquisição da TAP

Lufthansa garante que compra de 90% da ITA Airways não compromete interesse na aquisição da TAP

  • 13/05/2026 10:01
  • Redação

O diretor-executivo da Lufthansa Ground Services Portugal (LPGS), Paulo Geiser, garante, esta quarta-feira, que a compra da companhia aérea ITA airways não diminui o interesse, nem o valor da proposta para a privatização da TAP.

Aos jornalistas, à margem da cerimónia dos 45 anos de voos da companhia aérea alemã para o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, o responsável preferiu não responder a muitas das perguntas relacionadas com a privatização da companhia aérea portuguesa, uma vez que "o processo está a decorrer" e "existe uma proposta não vinculativa", que concorre com a Air France/KLM.

E garantiu, em relação à aposta estratégica no hub do aeroporto de Lisboa, que, segundo o responsável, não está ameaçada pelo controlo do aeroporto Malpensa, em Milão, também este um polo de referência para voos internacionais com destino à América do Norte e América Latina.

"O caso da ITA é um caso de sucesso e, portanto, em nada invalida o processo da TAP. Todas as empresas do grupo são complementares e, portanto, nada vai enfraquecer, antes pelo contrário", disse.

Já o responsável da Lufthansa Technik Portugal, fábrica de reparação de componentes de aviação, que vai ser construído em Santa Maria da Feira, garante que o projeto não está em causa caso o grupo não seja o vencedor do concurso da privatização da TAP.

No final da cerimónia, Torsten Raaba disse que a "decisão relativa à Lufthansa Technik foi totalmente independente das outras atividades" do grupo".

"Procurámos, na Europa, o local onde queríamos crescer. Como sabem, a Lufthansa Technik é a maior empresa independente de manutenção, reparação e revisão do mundo. Esse local foi Portugal e Santa Maria da Feira, onde dispúnhamos da infraestrutura adequada e de tudo o que precisávamos", explicou.

O polo industrial, que já começou a atividade em pequena escala, com o objetivo de formar os profissionais para o projeto, emprega nesta altura 75 pessoas.

Já a grande infraestrutura recebeu no mês passado, segundo Torsten Raaba, a avaliação positiva de impacto ambiental da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), estando para breve o incício das obras. O investimento inicial ronda os 300 milhões de euros, estando prevista a criação de 700 postos de trabalho.

  • Fonte: Rádio Renascença
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