Detido foge do Tribunal de Ponte de Sor entre "disparos"
- 13/05/2026 12:45
- Redação
Um arguido detido fugiu esta quarta-feira do edifício do Tribunal de Ponte de Sor, distrito de Portalegre, onde se encontrava para ser interrogado e ainda não foi encontrado, segundo fonte judicial.
De acordo com informações do juiz presidente da Comarca de Portalegre, Francisco Galvão Correia, aos jornalistas, o incidente de segurança no Tribunal de Ponte de Sor ocorreu durante a preparação de um interrogatório judicial, relacionado com crimes de homicídio na forma tentada.
A mesma fonte relatou que foram efetuados "vários disparos" no interior e nas imediações do edifício, tendo os militares da GNR presentes no tribunal iniciado a perseguição ao suspeito.
"Até ao momento [17h30], não há registo de que o cidadão tenha sido detido", disse.
"Um arguido detido conseguiu evadir-se do edifício do tribunal, após uma alegada manobra de diversão. Foram ainda efetuados vários disparos no interior e nas imediações do edifício. Os militares da GNR presentes iniciaram de imediato a perseguição ao suspeito, tendo o tribunal sido encerrado por razões de segurança durante o restante período de funcionamento. Até ao momento, não há registo de que o cidadão tenha sido detido", refere o CSM.
De acordo com a mesma fonte, "nos últimos meses, tinham sido já registados vários episódios de distúrbios e agressões associados à presença de grupos rivais em tribunais da comarca, situações que chegaram a exigir intervenção policial".
Na sequência dessas ocorrências, "os órgãos de gestão da comarca solicitaram avaliações relativas ao reforço das condições de segurança dos edifícios judiciais, incluindo a eventual instalação de dispositivos de controlo de acessos, como pórticos detetores de metais, sistemas de videovigilância e reforço de vigilância presencial".
No passado mês de abril, refere o CSM, a comarca de Portalegre "tinha já reportado preocupações relacionadas com as condições de segurança em tribunais sem vigilância permanente".
Os factos registados esta quarta-feira "reforçam a necessidade de assegurar condições de segurança adequadas nos tribunais, garantindo a proteção de todos os profissionais e cidadãos que utilizam os edifícios judiciais", defende o Conselho Superior de Magistratura.