Polémica no CDS: Juventude Popular pode ficar fora do congresso do partido
- 14/05/2026 01:00
- Redação
A dois dias do Congresso do CDS, a líder da Juventude Popular (JP) ainda não sabe se os 86 delegados aprovados no Conselho Nacional da JP, na passada quinta-feira, vão poder entrar na reunião magna do partido.
Em causa está um pedido de impugnação do Conselho Nacional, que aponta várias irregularidades à forma como decorreu a escolha dos nomes dos delegados.
No requerimento de seis páginas, a militante da Juventude Popular fala em “opacidade” do processo, porque foi apresentada ao Conselho Nacional a lista da direção sem “que tenha sido divulgada” antes aos militantes.
Joana Sousa Lara aponta ainda outra irregularidade relacionada com o atraso do início da reunião.
A líder da Juventude Popular revela, apenas, que “a subscritora do pedido de impugnação é assessora da Câmara Municipal de Lisboa”, mas que foi uma escolha da direção do CDS.
Joana Sousa Lara avisa que vai informar a presidência do CDS, a Comissão Organizadora do Congresso deste pedido uma vez que considera que “a gravidade dos factos ora participados extravasa a esfera interna da Juventude Popular e projeta-se diretamente sobre a regularidade da representação no Congresso do Partido”.
Nuno Correia da Silva elogia a líder da JP, considerando que é mais eficaz do que Nuno Melo tem sido à frente do CDS.
“A Catarina Marinho, a presidente é fantástica, tem uma intervenção política muito assertiva. A JP é uma força muito mais viva do que o próprio partido. E, portanto, não vejo outra razão que não seja a razão política e que tem a ver com a JP ter um entendimento daquilo que é seu posicionamento de partido, que pode não coincidir com o da atual direção”, refere Nuno Correia da Silva.
O antigo deputado e dirigente do partido volta a ser candidato à liderança do CDS, mas garante que se os 86 delegados da Juventude Popular não participarem no Congresso, Nuno Correia da Silva também vai ficar de fora.
O congresso do CDS realiza-se nos dias 16 e 17 de maio, em Alcobaça. Nuno Melo é recandidato a mais um mandato e já disse que o CDS precisa agora de “ganhar músculo”.