Selecionador de andebol também treina na Roménia. "Comecei a ter vómitos ao olhar para o computador"
- 14/05/2026 10:17
- Redação
Paulo Jorge Pereira admite que acumular o cargo de selecionador nacional de andebol com o de treinador do Dínamo de Bucareste, da Roménia, traz "momentos muito difíceis", contudo, recorda que não é treinador de futebol e, por isso, "a questão financeira obriga".
No entanto, não esconde que esta gestão, "para a saúde mental e física, mas, sobretudo, para a saúde mental, tem momentos exigentes, tem momentos muito difíceis".
"Eu vou arriscar mais um ano e acumular uma seleção com um clube porque, bom, nós não somos treinadores de futebol. Não ganhamos aquilo que ganha um treinador de futebol. E quando nos surge a oportunidade de poder consolidar um pouco, em termos financeiros, a vida das nossas famílias, pois nós aproveitamos. Eu estou consciente dos riscos. Recentemente, comecei, outra vez, a ter vómitos ao olhar para o computador", conta.
Como indicam as palavras do selecionador, não é uma sensação nova. Já a teve em 2025, a seguir ao Mundial: "Quando cheguei à Eslovénia, quando estava a trabalhar no Celje, durante uma semana olhava para o computador e tinha tonturas e apetecia-me vomitar."
Paulo Jorge Pereira assinala que "a maior parte das pessoas não tem ideia nenhuma" do trabalho que dá "preparar uma competição e um jogo e para preparar a equipa para poder render ao máximo".
"Se pudesse, não acumulava [trabalhos]", confessa. Por outro lado, "a questão financeira obriga a acumular".
"Arrisco um pouco a saúde mental. Por outro lado, também me sinto mais em forma quando acumulo para ir à seleção. Eu quero ter bons resultados, enquanto eu puder manter-me assim, pois muito bem. Quando eu vir que já não dá, pois não dá. Mas, para já, tem corrido bem", atira.