Conselho dos Politécnicos. "Precisamos de resolver o subfinanciamento para não perder competitividade"
- 14/05/2026 18:52
- Redação
O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos denuncia que o ensino superior tem sido o "parente pobre" do investimento público na educação, comparando com o básico e secundário.
Uma das recomendações do estudo aponta para a necessidade de financiamento suficiente para bolsas de estudo por carência económica. Luís Loures, também presidente do Politécnico de Portalegre, elogia o sistema de bolsas revisto pelo Ministério da Educação, se este for eficiente como propõe a tutela.
"É um sistema positivo e progressivo, que permite, pela celeridade que pelo menos nos foi transmitida, que [responder a] estes custos que o estudo apresenta", afirma o líder do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos.
Embora o estudo agora publicado não inclua o cálculo de custos com habitação, Luis Loures considera que as despesas que os alunos enfrentam à entrada do ensino superior são um fator dissuasor do acesso a estes graus de escolaridade.
O estudo propõe ainda a calibragem cuidadosa dos ajustes nas propinas, acompanhadas de ajudas financeiras que evitem a exclusão de grupos vulneráveis. O presidente do Conselho dos Politécnicos compreende o aumento de propinas anunciado para o próximo ano letivo, mas alerta para a necessidade de proporcionalidade face aos rendimentos.
Os investigadores recomendam ainda a avaliação da viabilidade de um sistema de empréstimos aos alunos, indexado aos rendimentos. Luís Loures diz que esta medida não é a melhor para o sistema português neste momento.
"Já temos uma classe jovem que tem dificuldade de sair da casa dos pais, de pagar a sua casa e de se fixar de forma independente. Não me parece que esta seja a melhor solução neste momento, ao colocar sobre esses jovens a 'espada' do pagamento de mais uma fração pela sua formação", contrapõe o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos.