"A pouca clareza de Starmer não lhe dá a força política de personalidades como Thatcher ou Blair"

  • 14/05/2026 19:16
  • Redação

A socialista Mariana Vieira da Silva considera que o seu campo político deve estar atento ao que se está a passar no Reino Unido. Após a derrota nas eleições locais, o primeiro-ministro Keir Starmer está sob forte pressão do seu partido com uma sequência de demissões de membros do seu próprio Governo.

A única excepção que a ex-ministra destaca entre possíveis sucessores de Starmer é Andy Burnham, autarca de Manchester que, por não ser deputado, não pode ser candidato neste momento.

A deputada portuguesa coloca as decisões na maioria parlamentar trabalhista sobre a melhor solução para os próximos anos.

"Não vejo capacidade em nenhum dos protagonistas de que se ouve falar, porque perderão sempre. Ou perderão o eleitorado mais moderado, ou perderão, para outras soluções de eleitorado mais à esquerda", comenta a dirigente socialista, para quem os trabalhistas foram derrotados pelo facto de Keir Starmer não ter sido claro na sua mensagem política.

"Starmer está nesta situação porque não teve clareza nenhuma relativamente à sua ação política, nem à sua ação económica, perante uma crise financeira muito severa. Não foi claro sobre a relação com a União Europeia, sobre a relação com a austeridade, não foi claro sobre basicamente nenhuma das dificuldades que agora o atingem. Por um lado, só se ganham eleições com pouca clareza; por outro lado a pouca clareza não dá a força política que tiveram personalidades como Margaret Thatcher ou Tony Blair", observa Mariana Vieira da Silva no programa Casa Comum.

Para o social-democrata Duarte Pacheco, a "Europa toda" perde com a eventual viragem populista do eleitorado britânico face aos partidos tradicionais.

  • Fonte: Rádio Renascença
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