Operação Marquês. Procurador admite contactos com jornalista, mas nega ter dado informação
- 14/05/2026 20:02
- Redação
"Não houve nenhum adiantamento [de informação]. Não há possibilidade de ter tido qualquer horizonte daquilo que [a investigação] pretendia fazer", afirmou.
Rosário Teixeira deu a garantia ao ser confrontado em tribunal com o conteúdo do livro "O Tribunal dos Poderosos", do jornalista António José Vilela, no qual é referido que os contactos com a jornalista, que revelou informações em segredo de justiça, tinham existido.
O confronto foi requerido pelo mandatário de José Sócrates, Filipe Baptista, depois de, durante a manhã de quinta-feira, o procurador ter testemunhado que não falara com qualquer jornalista antes da detenção do antigo primeiro-ministro.
A explicação não convenceu Filipe Baptista, que pediu a extração de uma certidão visando Rosário Teixeira por falsidade de testemunho, tendo a juíza Daniela Santos Costa remetido a decisão para momento oportuno.
Na ação administrativa está também em causa a violação do segredo de justiça durante a investigação.
O inquérito do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), no âmbito do qual José Sócrates chegou a estar preso preventivamente, foi aberto em julho de 2013 e a acusação foi deduzida em outubro de 2017.
Após uma longa fase de instrução e recursos nos tribunais superiores, o julgamento do antigo chefe de Governo socialista, de 68 anos, e outros 20 arguidos por corrupção e outros crimes começou a 3 de julho de 2025 no Tribunal Central Criminal de Lisboa, faltando ouvir dezenas de testemunhas.