Farioli: "Quando acordei, a primeira chamada que recebi foi do mister Mourinho"

Farioli: "Quando acordei, a primeira chamada que recebi foi do mister Mourinho"

  • 15/05/2026 11:38
  • Redação

Em conferência de imprensa antes do jogo contra o Santa Clara, em casa, no sábado (15h30), na derradeira jornada da Liga depois de confirmado o 31º título nacional dos dragões, Francesco Farioli relembrou os festejos e a chamada de José Mourinho.

“Por vezes, aquilo que conseguimos e a dimensão do nosso sucesso também tem a ver com a dimensão dos nossos adversários. Ganhámos a dois clubes gigantes. Conquistámos o título num sábado à noite e no dia seguinte, quando acordei, a primeira chamada que recebi foi do mister Mourinho para me dar os parabéns. Podemos lutar e competir em campo, mas entre pessoas com valores, reconhecemo-nos com clareza. Para mim foi um prazer ouvir essas palavras dele, tenho muito respeito por ele", revelou o técnico na conferência de imprensa.

O treinador do FC Porto mostrou-se desagradado com a exibição do último jogo e estabeleceu os objetivos para a última partida: "Amanhã temos de fazer tudo para termos um bom dia de manhã à noite. A nossa prioridade é acabar a época com uma grande exibição e ter o melhor resultado possível."

O italiano revelou ainda que Nehuén Pérez está de regresso à convocatória, depois de uma ausência prolongada devido a lesão.

Jogo contra o Santo Clara: "Amanhã vai ser um dia especial, mas temos de o tornar ainda mais especial a partir das 15h30, isso é o mais importante. Essa foi a nossa prioridade e o nosso foco esta semana. Esta semana foi desapontante depois de uma performance que não foi boa, mas que deveria ter sido suficiente para ganhar. Por vezes há pequenos detalhes que fazem uma grande diferença. Amanhã temos de fazer tudo para termos um bom dia de manhã à noite. A nossa prioridade é acabar a época com uma grande exibição e ter o melhor resultado possível. As substituições ou quem vai entrar de início irão ver amanhã."

Nehuén Pérez de regresso: "O Nehuén vai estar no banco, vai estar de volta com a equipa. Nos últimos tempos tem ficado cada vez mais perto de estar a 100% e agora está perto de voltar. Está nos convocados para amanhã."

Situação Luuk De Jong: “Não vou entrar nos assuntos pessoais, mas acho que houve um mal-entendido em relação à gravidade da situação do Luuk de Jong e é tudo o que posso dizer. Não tem a gravidade que foi descrita, não é o caso, e é importante dizer isto para que toda a gente que adora o Luuk esteja confortável e em paz.”

O papel de Rodrigo Mora: “Há uma grande diferença entre as obrigações defensivas e ofensivas. Se me perguntarem se o sistema põe o Rodrigo na sua posição ideal, sou honesto para responder que não, mas penso que o trabalho, a dedicação e a curiosidade em se desenvolver, fazem com que se esteja a tornar um jogador de equipa. Na época passada teve números melhores em golos e contribuições para golo, mas acho que agora é um jogador mais completo do que era antes. O Rodrigo nunca vai perder o seu talento e as suas qualidades, mas este ano foi um jogador que fez parte de uma equipa que teve sucesso e que escreveu uma página inesquecível na história deste Clube. A grande lição que tiramos desta época é que tirámos uns 5% de cada jogador em termos individuais, mas aquilo que conseguimos a nível coletivo faz com que toda a gente abdique desses 5% para o conseguir outra vez. Se perguntarem a todos os jogadores qual foi a base do nosso sucesso, eles dirão que foi a equipa e o espírito deste grupo.”

Empréstimos e fim de contratos: “Todas as avaliações e situações são finalizadas a partir de segunda-feira. A partir daí vamos ter tempo para digerir uma época longa e é o momento de tomar as decisões finais. Nestes dias, já tive conversas com todos eles para receber as últimas informações que preciso para tirar as minhas conclusões e partilhá-las com o Clube. A partir daí tomaremos as melhores decisões para o futuro do Clube e da equipa.”

Festa nos Aliados: “Gosto de surpresas, sobretudo quando sei que serão boas. Não gosto é de surpresas como a do fim de semana passado, pois não dormi durante dois dias. Não acredito que haja segredos e detalhes em particular. Estamos aqui para trabalhar, para jogar e para entregar. O meu trabalho como líder deste grupo é definir os padrões e mantê-los. No fim de semana passado estivemos bem, mas fomos demasiado macios e não tivemos o mesmo nível de competitividade e de fome. Amanhã não há qualquer tipo de possibilidade de não jogarmos ao nível a que jogámos durante 51 jogos. É o que vamos fazer porque queremos chegar aos Aliados depois de uma vitória. Se queremos desfrutar da festa, só há uma maneira de o fazer.”

Telefonema de Mourinho: “Por vezes, aquilo que conseguimos e a dimensão do nosso sucesso também tem a ver com a dimensão dos nossos adversários. Ganhámos a dois clubes gigantes. Conquistámos o título num sábado à noite e no dia seguinte, quando acordei, a primeira chamada que recebi foi do mister Mourinho para me dar os parabéns. Podemos lutar e competir em campo, mas entre pessoas com valores, reconhecemo-nos com clareza. Para mim foi um prazer ouvir essas palavras dele, tenho muito respeito por ele. Se ficar, será um opositor duro de defrontar, mas se não ficar, teremos outro para defrontar. Foi um privilégio defrontarmo-nos e ganhar a uma equipa que não perdeu nenhum jogo no campeonato, o que diz muito do que fizemos.”

Diogo Costa com o número 2: “É uma conversa pessoal entre o presidente e o Diogo e será uma decisão a ser tomada. O gesto do Clube é importante, mas o Diogo tem o direito de decidir o que fazer. Usar o 99 já é uma grande responsabilidade, mas sobretudo usar a braçadeira. Ele é um símbolo lendário deste Clube e se pensarmos em todas as pessoas que já a usaram, ele decididamente é alguém que merece e que o faz de forma fantástica. De preferência durante muitos anos.”

Mercado de verão: “Há coisas que temos de fazer e há semanas que estamos a trabalhar em potenciais alvos. Por outro lado, podemos estar muito bem preparados para o mercado, mas não controlamos tudo. Perante alguém que chega e bate 100 milhões de euros por uma cláusula de um jogador, o teu controlo já não está lá. Temos um plano claro e as nossas intenções e também temos cenários preparados para algo que aconteça. A boa parte é que todos os jogadores querem ficar, isso é o mais importante. O trabalho não está feito e o sentimento é de que queremos continuar a fazê-lo juntos. Ninguém sente que o trabalho terminou. Há mais para fazer e queremos fazê-lo juntos. A partir de segunda-feira, começamos a mover a nossa atenção para o mercado. A mais recente entrevista do Victor Froholdt é um bom exemplo de como toda a gente se sente. Este grupo merece um momento de respeito pelo último jogo de amanhã. Este grupo será este grupo pela última vez amanhã e a minha atenção está em preparar bem a equipa para chegarmos ao jogo com a energia certa e a competitividade certa para conseguirmos o que queremos todos juntos. Depois, todos sabem o que significa os Aliados.”

Mundial 2026: “Vou olhar para o Mundial como alguém que se quer desenvolver, que quer conhecer mais sobre o jogo e sobre os jogadores, até para ver se há algum que possa ser interessante para nós. Vou estar atento a novas ideias, pois os treinadores têm de preparar a competição em pouco tempo. Por outro lado, será normal apoiar os meus jogadores nas suas seleções. Se duas seleções com jogadores nossos chegarem à final é fácil, vou estar feliz de qualquer maneira.”

  • Fonte: Rádio Renascença
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