Politécnico contra Politécnico. Presidente de Leiria “sentido” com falta de apoio dos pares

Politécnico contra Politécnico. Presidente de Leiria “sentido” com falta de apoio dos pares

  • 15/05/2026 13:12
  • Redação

O presidente do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria), Carlos Rabadão, diz ter ficado “surpreendido” e “sentido” com a oposição do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) à passagem do IPLeiria a universidade, até porque nada, na sua opinião, apontava nesse sentido.

Já no Porto, o presidente Paulo Pereira, também surpreendido com o parecer negativo, aponta como motivo para essa recusa uma eventual perda de importância do CCSISP. “Representamos 20% daquilo que é o ensino superior politécnico em Portugal e, eventualmente, o CCISP pode estar preocupado com a redução da sua dimensão”, justifica Paulo Pereira.

Já sobre os pareceres negativos do CRUP e, sobretudo, o do CCISP apanharam-no de surpresa.

“Devo dizer que fiquei surpreendido, porque não era o que resultava das conversas que íamos tendo”, diz Carlos Rabadão.

Questionado sobre se ficou sentido, Rabadão admite que sim. “Fico, claro que sim, fico, porque acho que não ganhamos nada em nos opormos à vontade dos outros. Mais, eu estou a fazer quase quatro anos de mandato e, na minha candidatura, eu já anunciava que queria transformar o Politécnico em Leiria em universidade plena”, acrescenta.

O presidente do Instituto Politécnico de Leiria não quis alongar-se mais sobre o assunto, garantindo que as divergências seriam resolvidas em sede própria.

“Representamos 20% daquilo que é o ensino superior politécnico em Portugal e, eventualmente, o CCISP pode estar preocupado com a redução da sua dimensão”, justifica Paulo Pereira.

No entanto, acrescenta, diz não ver razões para isso, dado que a nova Universidade Técnica do Porto vai manter uma parte do ensino politécnico.

“Vai ser um modelo de sistema binário, vamos continuar a garantir o ensino politécnico na Área Metropolitana do Porto e na Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa”, remata.

Em Leiria, tal como no do Porto, falta a “formalização da criação da universidade, que depende de um decreto-lei que terá de ser aprovado pelo Conselho de Ministros" algo que Carlos Rabadão espera "que possa acontecer a qualquer altura”.

“A nossa expectativa é que possa surgir a todo o tempo e depois entraremos num período de instalação, onde nesse período vamos definir uma agenda de transformação do Politécnico”, refere, acrescentando que a lei define que o período de instalação “possa ir no máximo até cinco anos”.

  • Fonte: Rádio Renascença
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