Água volta aos canais do Mondego três meses após rutura do dique dos Casais

Água volta aos canais do Mondego três meses após rutura do dique dos Casais

  • 15/05/2026 18:55
  • Redação

A água voltou esta sexta-feira a circular nos canais de irrigação do Mondego, em Coimbra, três meses depois da rutura do dique dos Casais, provocada pelas cheias que atingiram o Baixo Mondego no início do ano.

Na reabertura das comportas do sistema hidráulico, a ministra do Ambiente e Energia destacou a rapidez da intervenção e defendeu que este modelo de resposta devia tornar-se regra na execução das obras públicas.

Maria da Graça Carvalho sublinhou que a recuperação foi possível graças ao decreto-lei criado para acelerar procedimentos em zonas afetadas por calamidade. “Isto devia ser o normal”, afirmou.

A governante explicou que o processo beneficiou de mecanismos de simplificação administrativa, sem comprometer o rigor legal.

“Nós cumprimos com todo o rigor os procedimentos da administração pública e deveríamos fazer disto a regra normal das nossas obras”, disse.

A ministra elogiou também o trabalho da Agência Portuguesa do Ambiente, das autarquias, agricultores e industriais da região. “Tivemos aqui o apoio de todos os presidentes de câmara envolvidos, dos agricultores e dos industriais do Baixo Mondego”, referiu.

Maria da Graça Carvalho reconheceu ainda que encontrou no ministério processos antigos e excessivamente demorados. “Encontrei no meu ministério processos com muitos anos, décadas”, declarou.

“A zona Centro ficou completamente destruída, tanto a muito alta tensão, alta, média e baixa tensão”, afirmou.

Segundo a governante, a maior parte da reposição elétrica foi feita rapidamente, mas os casos mais difíceis demoraram mais tempo devido à inacessibilidade de algumas infraestruturas. “95% foi relativamente rápido, mas os últimos 2% foram uma dificuldade enorme”, explicou. “Eram postos que estavam inacessíveis, postos muito difíceis de atingir.”

A ministra defendeu agora uma maior preparação das populações para futuras situações extremas.

“Não se pode evitar uma catástrofe, ela pode acontecer”, afirmou. O objetivo, acrescentou, é garantir que todas as localidades tenham condições mínimas de resposta em caso de emergência.

“Temos de ter a certeza de que todas as populações, mesmo pequenas que sejam, tenham um local onde haja um gerador, eletricidade e comunicações”, concluiu.

  • Fonte: Rádio Renascença
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