Milhares protestam em Viena contra participação de Israel na Eurovisão
- 16/05/2026 17:06
- Redação
Milhares de manifestantes concentraram-se este sábado em Viena para protestar contra a participação de Israel na final do Festival Eurovisão da Canção 2026, numa edição marcada pela polémica em torno da guerra em Gaza.
Segundo a televisão pública austríaca ORF, a manifestação decorreu sob o lema “Nenhum palco para o genocídio”, com centenas de participantes a empunharem bandeiras palestinianas nas imediações do Wiener Stadthalle, recinto que acolhe a final do concurso.
As autoridades austríacas reforçaram o dispositivo de segurança na cidade, antecipando protestos relacionados com a presença israelita no festival.
Entre os participantes esteve o embaixador palestiniano na Áustria, Salá Abdel Shafi, que acusou Israel de utilizar a Eurovisão para “normalizar o genocídio”.
A presença de Israel levou cinco países — Espanha, Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia — a boicotarem a edição deste ano da Eurovisão.
Os boicotes surgem devido à ofensiva militar israelita na Faixa de Gaza, iniciada após os ataques de 7 de outubro de 2023.
A final da 70.ª edição da Eurovisão arrancou às 21h00 locais (20h00 em Lisboa) e conta com 26 países em competição. Entre os favoritos à vitória estão Finlândia, Austrália e Grécia.
A atuação do representante israelita, Noam Bettan, decorreu sem incidentes de maior dentro da arena. O jovem cantor interpretou o tema “Michelle”, em hebraico, francês e inglês, acompanhado por cinco bailarinas vestidas de preto e branco.
Portugal, que este ano esteve representado pelos Bandidos do Cante com “Rosa”, não passou da primeira semifinal.
O Festival Eurovisão da Canção é organizado pela União Europeia de Radiodifusão (UER) desde 1956.